Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

No Rio há dois dias, homens da Força Nacional ainda não foram às ruas

Segundo o Ministério da Justiça, função dos 300 integrantes será acertada com a Secretaria Estadual de Segurança

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2017 | 13h40
Atualizado 11 Maio 2017 | 22h41

RIO - No Rio desde terça-feira, 9, os cerca de 300 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública vindos de Brasília para ajudar a combater a violência só irão para as ruas na próxima segunda-feira. Eles estão baseados no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Rio (CFAP), em Sulacap, zona oeste da capital.

Reforçarão o patrulhamento de vias expressas, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, e as rodovias Dutra e Washington Luiz, que levam a São Paulo e a Minas Gerais, para coibir o roubo de cargas de caminhões. A ideia é que integrem um sistema operacional conjunto com as polícias do Rio e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), como foi feito durante o período da Olimpíada no Rio, dez meses atrás.

O desenho final do plano tático integrado foi feito ontem numa reunião no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), sob o comando do subsecretário de Planejamento e Integração Operacional do Rio, Roberto Alzir, e com representantes da Força, da PRF, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Um dos objetivos do reforço é liberar os PMs para atuar em outros pontos sensíveis, como o patrulhamento de ruas e ações em favelas.

"É uma ação pontual, mas sem dúvida nenhuma surtirá bastante efeito nesses locais e nesse foco específico”, disse Alzir em entrevista.

O governo estadual informou que, antes mesmo da chegada da Força Nacional ao Rio o planejamento para seu emprego já havia sido entregue ao governo federal. A prioridade é o roubo de cargas, porque este crime vem rendendo lucro a traficantes de drogas, então coibi-lo é importante para enfraquecer as quadrilhas. No último sábado, agentes da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) prenderam doze homens ligados ao tráfico do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Eles haviam roubado, num depósito na Região dos Lagos, três caminhões com uma carga de eletroeletrônicos avaliada em R$ 5 milhões. Um menor de 17 anos foi apreendido.

Vindas de Brasília, as equipes da Força Nacional se unem ao contingente de 125 homens que já estava trabalhando no Estado, e que têm como prioridade a guarda a Assembleia Legislativa do Rio e o Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A última solicitação de envio dos agentes foi feita pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ao presidente Michel Temer (PMDB) há dez dias, depois que onze veículos foram incendiados a mando de traficantes em vias importantes da zona norte do Rio. Na ocasião, o governador afirmou, porém, que o pedido não tinha relação com os incidentes.

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