Novo deslizamento no Túnel Rebouças e mais caos no trânsito

Túnel deve ficar interditado pelo menos nas próximas 48 horas; rios transbordam e ruas alagam com a chuva

24 Outubro 2007 | 15h54

Um novo deslizamento no Túnel Rebouças, principal ligação entre as zonas norte e sul do Rio de Janeiro, fechou totalmente a entrada do túnel, que já estava interditado. Até o começo da manhã, cerca de 100 toneladas de terra já haviam deslizado. Com o bloqueio do túnel, o trânsito no Rio ficou caótico na manhã desta quarta-feira, 24, e a situação continuava complicada nesta tarde. O aumento das chuvas também trouxe impactos negativos para o trânsito: a Avenida Radial Oeste foi interditada, pois o rio Maracanã transbordou.   Túnel Rebouças é fechado após deslizamento na zona sul do Rio  Santos Dumont fecha e quase 60% dos vôos são cancelados Prefeitura do Rio recomenda que população não saia de carro Previsão é que chuva continue por 48 horas Imagens do caos no Rio    A Defesa Civil paralisou por tempo indeterminado os trabalhos de contenção do deslizamento de terra no Túnel Rebouças. Ainda não se sabe o que teria motivado o deslizamento – o estadao.com.br apurou junto a autoridades que estão no local que a força da chuva teria sido a principal causa. Não há o registro de feridos no local. Segundo o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Eider Dantas, o túnel deve ficar fechado 48 horas e as obras devem ser retomadas tão logo a chuva cesse, pois ainda acontecem deslizamentos de terra e existe a possibilidade de outros.   A Defesa Civil do Rio recebeu 90 chamados decorrentes das fortes chuvas que atingem a cidade desde a noite de terça-feira. Há o registro de deslizamento de terra em favelas. Os bairros mais atingidos pelas chuvas são Campo Grande, Taquara (Jacarepaguá), Praça Seca (Jacarepaguá), Piedade, Guadalupe, Tijuca, Centro, Catete, Glória, Barra da Tijuca, Praça da Bandeira, Bonsucesso e Higienópolis.   Bombeiros de Nilópolis, na Baixada Fluminense, buscam uma criança de 9 anos, que caiu num bueiro. O acidente teria ocorrido na esquina entre as Ruas Higino de Oliveira e Cesário, no bairro Jacutinga. Também há informações, ainda não confirmadas, de que uma pessoa morreu na queda de uma laje, em Mesquita, também na Baixada Fluminense.   Caos no trânsito   A chuva também causou a interrupção do fornecimento de energia e telefone em parte da cidade. Na zona sul, as ruas Jardim Botânico (sentido Humaitá) e Voluntários da Pátria, (em toda a extensão) tinham trânsito muito intenso e diversas retenções. O entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas também flui lentamente, por causa dos alagamentos.   No centro da cidade, o Viaduto 31 de Março está com trânsito intenso nos dois sentidos. O mesmo ocorre na Avenida Brasil, principalmente na altura do Caju. A recomendação da Prefeitura do Rio é que o carioca evite o carro particular e utilize os meios de transporte de massa disponíveis. As linhas de ônibus que passam pelo Rebouças foram desviadas para outros itinerários nas zonas sul e norte.   Por conta da interdição do Túnel Rebouças, a Guarda Municipal do Rio de Janeiro reforçou o efetivo de trânsito nos principais corredores. Mesmo com o trabalho de 300 guardas de trânsito distribuídos por toda a cidade, os congestionamentos são inevitáveis em muitos pontos, em especial devido aos alagamentos provocados pela chuva intensa. Somente nas imediações do Rebouças e do centro, há 70 guardas cuidando de bloqueios e auxiliando motoristas.   No centro da cidade, a melhor opção neste início de tarde é seguir pela Avenida Presidente Vargas e usar o Mergulhão, evitando a Avenida Rio Branco. Para a Zona Sul, o motorista deve seguir pelo Túnel Santa Bárbara, evitando o Aterro do Flamengo. No esquema de reforço, guardas estão sendo deslocados para tentar minimizar os transtornos no trânsito. Mas alguns continuam em pontos fixos nas avenidas Paulo de Frontin, Presidente Vargas e Rio Branco (Centro); Rodrigues Alves e Francisco Bicalho (Leopoldina) e na Praça da Bandeira.

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