Ônibus é queimado em protesto por morte de morador na Mangueira

Segundo testemunhas, homem foi baleado depois que já estava algemado; Rua Visconde de Niterói chegou a ficar interditada nos dois sentidos

Alfredo Mergulhão, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2015 | 19h01

RIO - Os moradores do morro da Mangueira, na zona norte do Rio, incendiaram dois ônibus na Rua Visconde de Niterói no fim da tarde desta quarta-feira, 16, durante protesto contra a morte de um homem na favela, ocorrida mais cedo. 

De acordo com os manifestantes, Fábio Santos da Silva morreu após ser detido por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro. Testemunhas disseram que ele foi baleado depois que já estava algemado.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) informou que um inquérito policial militar (IPM) foi aberto para apurar as circunstâncias da morte. Os policiais envolvidos na ação prestaram depoimento na Divisão de Homicídios do Rio e alegaram ter atirado porque a vítima tentou fugir, mesmo algemada.

Segundo a polícia, Fábio Santos tinha sido preso com drogas e apresentava em sua ficha criminal  outros cinco flagrantes por tráfico. Ele foi baleado na artéria femoral, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A vítima chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, também na zona norte do Rio, mas já chegou morto.

Com o protesto, a Visconde de Niterói, principal acesso à Mangueira, chegou a ficar interditada nos dois sentidos, mas já foi liberada, de acordo com o Centro de Operações Rio. Bombeiros estiveram no local para conter as chamas.

No último sábado, um menino de dois anos morreu atingido por uma bala perdida na Favela do Metrô, na Mangueira. Na ocasião, os moradores da comunidade também fizeram protesto nas ruas de acesso à favela.

 

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