Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Para frear violência, Pezão pagará horas extras a policiais

Regime Adicional de Serviço será retomado a um custo estimado de R$ 9 milhões ao mês; 1 mil viaturas foram compradas para a PM

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 23h45

RIO - Dois dias antes do início do carnaval, principal evento turístico carioca, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 8, medidas para tentar conter a criminalidade no Estado. Uma delas é a volta do Regime Adicional de Serviço (RAS), que consiste no pagamento de horas extras a policiais para que trabalhem além do expediente oficial. Isso vai permitir que 2.000 policiais civis e militares estejam nas ruas por mais tempo, até o fim deste ano, a um custo de R$ 9 milhões ao mês, avalia o governo estadual.

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Segundo o secretário de Segurança, Roberto Sá, parte desses policiais vai atuar na Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), criada para combater o tráfico de armas no Estado. Já foram apreendidos 65 fuzis no Rio em 2018.

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"Somente o reajuste dos salários significa R$ 1 bilhão a mais, no ano, no bolso dos policiais, bombeiros e agentes penitenciários. Fizemos um grande esforço financeiro, que começa a dar resultados e possibilitou colocar em dia o RAS e o Proeis e, a partir do fim deste mês, o sistema de metas", disse o governador. "Isso tudo com recursos próprios, da arrecadação. Outra ação importante é a manutenção do reajuste dos salários dos servidores da segurança neste mês."

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O RAS existiu entre 2012 e 2016, e uma dívida de R$ 13,8 milhões referente a horas extras já cumpridas será pago nesta sexta-feira, 9, segundo o governo. Outra medida anunciada foi a compra de 1 mil veículos para a Polícia Militar, entre eles 200 blindados, e 85 para a Polícia Civil. Os carros custarão R$ 83 milhões.

Outra mudança vai atingir as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que já correram risco de serem reduzidas: elas vão estender seu raio de atuação territorial. O policiamento na Costa Verde (região onde fica Angra dos Reis, que vive confrontos de facções criminosas desde 26 de janeiro) será reforçado. 

Pezão afirmou que conseguirá custear os investimentos em segurança por conta do aumento na arrecadação. 

"Em janeiro batemos 12,5% de aumento de arrecadação", declarou.

Durante o carnaval, 17 mil policiais vão trabalhar em todo o Estado do Rio, segundo o governador.

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