Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Pezão volta a negar possibilidade de racionamento no RJ

Governador diz que estão sendo estudadas medidas de emergência, como captação de água de reúso; nível do Paraibuna chegou a zero

Felipe Werneck, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2015 | 15h01

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), voltou a negar nesta sexta-feira, a hipótese de racionamento de água para a população, mas afirmou que "diversas empresas foram alertadas há dois anos para fazerem novas captações e algumas obras por causa da estiagem". Na quinta-feira, 22, o secretário estadual de Ambiente, André Corrêa, havia admitido reflexos da crise hídrica que atinge o Estado no abastecimento de grandes indústrias como a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e a Gerdau, em Santa Cruz, na zona oeste da capital. Nesta sexta-feira, o secretário admitiu que pode haver racionamento caso não chova nos próximos seis meses.

Apesar de afirmar que não há risco de racionamento, Pezão disse que estão sendo estudadas medidas de emergência para "fortalecer o abastecimento" como a captação de água de reúso da Estação de Tratamento de Esgoto da Alegria, no Caju, na zona norte do Rio. Outra possibilidade é o uso do reservatório da Represa de Ribeirão das Lajes, em Piraí, que está sendo poupado e, segundo o governador, poderia abastecer a capital "por uns três meses".

Na quarta-feira, 21, o nível do Reservatório de Paraibuna, o maior dos quatro que abastecem o Estado do Rio, chegou a zero pela primeira vez desde 1978, quando ele foi inaugurado, e a captação avançou sobre o volume morto.

"Nunca enfrentamos algo assim. Mas a gente acredita que atravesse o ano mesmo que a chuva não venha na intensidade que estamos esperando. Tomamos uma série de medidas e estamos atravessando esse período de seca com manobras, vendo as horas de transferir de um reservatório para outro", disse Pezão, durante a posse do procurador-geral de Justiça do Estado, Marfan Martins Vieira. 

"Estamos conseguindo passar por esse período muito bem até agora. Vamos começar a intensificar uma grande campanha para as pessoas não desperdiçarem água. Tenho conversado com especialistas que acham que vai chover muito até maio", disse o governador.

Ele afastou a possibilidade de o governo adotar a proposta defendida pelo Secretário do Ambiente de um novo modelo de cobrança pelo uso da água, com descontos para quem consome menos e sobretaxa para quem consome mais. "Não está previsto aumento da tarifa. Não é uma medida que vamos tomar neste ano. Neste momento não é necessário."  

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