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PM do Rio troca comandos após casos de violência contra crianças 

Os cargos alterados foram os de chefias do Estado Maior, da Corregedoria Interna e do Comando de Operações Especiais

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 11h00
Atualizado 12 Julho 2017 | 20h45

RIO - A Polícia Militar do Rio anunciou trocas em três cargos estratégicos da corporação nesta quarta-feira, 12, após incidentes dramáticos de violência nos últimos dias que tiveram crianças como vítimas. Foram substituídos os oficiais que ocupavam a chefias do Estado-Maior, da Corregedoria Interna e do Comando de Operações Especiais.

A cidade tem vivenciado nas últimas semanas casos seguidos de violência, além de ter testemunhado a maior operação contra a corrupção policial já realizada no Estado. Em 30 de junho, um bebê - Arthur - foi atingido por uma bala perdida quando ainda estava dentro do útero da mãe. O menino, após uma cesariana, está em estado grave e deve ficar paraplégico. Um dia antes, em 29 de junho, 63 policiais militares foram presos em São Gonçalo, na região metropolitana, por envolvimento com tráfico de drogas e outros crimes.

O coronel Lúcio Flávio Baracho foi escolhido para ocupar o cargo de chefe do Estado-Maior, em substituição ao coronel Cláudio Lima Freire, na função desde 2014. Até então à frente do 6.º Comando de Policiamento de Área - unidade da PM que cuida da segurança nas regiões norte e noroeste do Rio -, Baracho terá como uma das atribuições no novo posto organizar as operações policiais.

Questionada sobre o motivo da mudança, a PM respondeu apenas que “a troca de chefia representa a chegada de um novo oficial para ocupar uma função exaustiva e de imensa responsabilidade”.

Já o coronel Wanderby Braga de Medeiros assumirá a chefia da Corregedoria Interna da PM, no lugar do coronel Welste da Silva Medeiros. Para o Comando de Operações Especiais vai o coronel Marcelo Nogueira para substituir o coronel Wilman Renê Gonçalves Alonso.

Em nota publicada no site da PM nesta quarta, o comandante-geral da corporação, coronel Wolney Dias disse que “outras mudanças ocorrerão”.

“(Mudanças) fazem parte de um processo de renovação natural e permanente na estrutura da nossa Polícia Militar. Especialmente na atividade policial militar, marcada por uma carga de estresse muito grande, a experiência tem nos mostrado que a troca de comando produz efeitos positivos aos oficiais envolvidos, à corporação e, em última instância, à população que conta com a nossa capacidade de trabalho para protegê-la”, disse.

Homicídio. Um adolescente de 15 anos foi morto com um tiro na cabeça nesta quarta-feira, após ser abordado por dois homens em uma moto, no bairro de Água Santa, na zona norte do Rio. Segundo testemunhas, Guilherme Ancelmo esperava o ônibus, no ponto, para ir à escola, quando foi abordado por criminosos de motocicleta. Ele teria reagido, e os assaltantes atiraram.

Guilherme morreu no local. A mãe dele passou mal ao ver o corpo no chão da rua. Segundo a Polícia Militar, nenhum suspeito do crime ainda foi preso. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios.

Também na manhã desta quarta, do outro lado da cidade, um médico também foi baleado por assaltantes em uma moto, durante assalto no Túnel Rebouças, que liga as zonas sul e norte. O homem, que não teve o nome divulgado, foi atingido no peito e atendido no Hospital Miguel Couto, na Gávea.

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