PM será denunciado por homicídio doloso após matar mulher no Rio

Haíssa Vargas Motta estava em um carro quando foi atingida por tiros de fuzil nas costas durante perseguição policial

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2015 | 22h34

RIO - O policial militar Márcio José Watterlor Alves, que matou a tiros a atendente de telemarketing Haíssa Vargas Motta, em agosto do ano passado, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, será denunciado nesta terça-feira, 13, pelo Ministério Público do Rio por homicídio doloso (intencional).

Neste final de semana o site da revista "Veja" divulgou as imagens gravadas pela câmera da viatura onde estavam Alves e seu colega Delviro Moreira Ferreira. Eles faziam ronda de rotina durante a madrugada e haviam sido alertados sobre um veículo cujos ocupantes estariam praticando roubos na região. 

Ao identificarem um carro Hyundai HB20 com um rapaz e três mulheres, ordenaram que o veículo parasse, mas o motorista seguiu. Por 30 segundos os policiais perseguiram o carro, e em seguida Alves usou seu fuzil para atirar dez vezes contra o veículo.

Haíssa foi atingida nas costas e chegou a ser levada ao hospital, mas morreu.

A Polícia Civil já havia indiciado Alves por homicídio doloso. A PM ainda não concluiu a investigação.

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