Diego Reis/Polícia Civil
Diego Reis/Polícia Civil

Operação prende 18 acusados de integrar milícias na Baixada Fluminense

Milicianos extorquiam moradores cobrando taxas de gás, água e TV a cabo, além de controlar o transporte alternativo e praticar agiotagem

Daniela Amorim e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2017 | 09h18
Atualizado 25 Julho 2017 | 18h34

RIO - Dezoito pessoas acusadas de integrar grupos de milicianos que atuam em Nova Iguaçu e Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foram presas temporariamente nesta terça-feira, 25, durante operação realizada conjuntamente pelas polícias Civil e Militar do Rio. Quatro dos presos são policiais militares - três em atividade e um na reserva. Outras nove pessoas também tiveram a prisão decretada, mas estão foragidas.

Segundo o delegado Adriano Marcelo França, titular da 58ª DP (Posse), a investigação começou a partir da prisão de um homem acusado por vários homicídios. Com o auxílio do Ministério Público Estadual, foi identificado um grupo conhecido como Bonde do Trem, que atua nos bairros de Grama e Miguel Couto, em Nova Iguaçu, e dois que atuam em Belford Roxo - um deles no bairro Shangri-lá.

Segundo França, a atuação dos três grupos era semelhante: os milicianos extorquiam moradores cobrando taxas de gás, água e TV a cabo, além de controlar o transporte alternativo e praticar agiotagem. Também estavam envolvidos em dezenas de assassinatos. Os milicianos de Shangri-lá, por exemplo, são suspeitos de cometer 13 homicídios ao longo de aproximadamente dez anos de atuação. Esse mesmo grupo chegou a desviar uma tubulação da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) para extrair água e vender aos moradores do bairro. Essa denúncia será agora investigada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Foram identificados 67 suspeitos, dos quais 27 tiveram a prisão temporária decretada. A operação, chamada Pezzo, tinha o objetivo de cumprir essas ordens de prisão e outros 24 mandados de busca e apreensão. Foram presas 18 pessoas e apreendidos R$ 21 mil em espécie, celulares, armas de fogo e munições.

A operação mobilizou policiais civis de delegacias da capital e da Baixada Fluminense e policiais militares de unidades especializadas e da Corregedoria Interna da PM, além de agentes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária.

 

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