Polícia investiga se tiro que matou dona de casa no Rio partiu da PM

Cláudia Lago, de 33 anos, foi baleada em uma unidade de saúde durante uma perseguição na tarde de terça-feira

05 Setembro 2012 | 14h18

SÃO PAULO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se a bala que matou a dona de casa Cláudia Lago, de 33 anos, durante uma perseguição na tarde de terça-feira, na capital fluminense, partiu da arma de um policial militar ou de um criminoso que a fez refém. Cláudia foi baleada dentro do Posto de Atendimento Médico (PAM) Coelho Neto, na zona norte, quando era feita de escudo humano por um bandido em fuga que invadiu a unidade. Ela passou por cirurgia para a retirada do projétil no Hospital Estadual Carlos Chagas, mas não resistiu ao procedimento. A bala atravessou seu abdômen e saiu pelo glúteo.

De acordo com o delegado Marcus Neves, titular da 40º DP (Honório Gurgel), o caso está sendo investigado. Segundo ele, ainda não há definição de onde partiu o disparo, o que será confirmado pelos laudos da perícia. A assessoria de imprensa foi consultada pelo Estadão.com.br às 14h e ainda não se manifestou.

Perseguição. A dona de casa foi usada como escudo humano por um bandido que invadiu o Posto de Atendimento Médico (PAM) de Coelho Neto, na Rua Ouseley, na zona norte. Depois de negociações fracassadas com a polícia, Cláudia foi atingida por um disparo, momento em que o criminoso fugiu. Ele entrou num ônibus escolar com 40 crianças, forçou o motorista a deixá-lo em uma favela próxima e não foi mais encontrado.

A ação que culminou com a morte da dona de casa começou com uma abordagem policial do criminoso e um comparsa na Avenida Automóvel Clube, a poucos quarteirões do PAM de Coelho Neto, por volta das 14h30. Soldados do 41.º Batalhão da Polícia Militar (Irajá) que estavam em uma viatura viram os dois suspeitos em um Gol cinza que havia sido roubado no bairro de Fazenda Botafogo. Houve troca de tiros e os ladrões abandonaram o veículo na Rua Ouseley, no bairro de Coelho Neto.

O ladrão que dirigia o carro roubado foi baleado e morreu no Hospital Estadual Carlos Chagas. O segundo bandido invadiu o PAM de Coelho Neto e manteve pacientes reféns, fazendo Cláudia de escudo. Os policiais cercaram o PAM e tentaram iniciar uma negociação com o criminoso, mas o bandido atirou no abdômen da vítima e pulou o muro que separa a unidade médica de um colégio particular.

Na escola, o criminoso invadiu o ônibus e obrigou o motorista a levá-lo ao Morro da Pedreira, também em Costa Barros. Em uma das entradas da favela, ele desceu do veículo e fugiu. Professores que estavam no ônibus conseguiram distrair as crianças, que não perceberam o que havia acontecido.

PAM de Coelho Neto. A coordenação do PAM de Coelho Neto informou em nota que a unidade permanecerá fechada nesta quarta-feira, 5, para a realização de perícia da Polícia Civil. As consultas agendadas serão remarcadas por telefone. A secretaria orienta que os pacientes que não forem contactados procurem a unidade para saber a nova data, na quinta-feira ou a partir de segunda.

Mais conteúdo sobre:
coelho neto baeada rio de janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.