Polícia prende quadrilha que roubava clientes de bancos no Rio

Grupo é acusado de participação no assassinato do delegado aposentado Roulien Pinto Camilo

Pedro Dantas, Estadão

02 Outubro 2007 | 17h22

A polícia do Rio prendeu na tarde de segunda-feira seis integrantes de uma quadrilha especializada em assaltos a clientes de agências bancárias na modalidade criminosa que ficou conhecida como "saidinha de banco". O grupo é acusado de participação no assassinato do delegado aposentado Roulien Pinto Camilo no dia 19 junho, morto após reagir a um assalto quando saía de uma agência bancária em Niterói (Região Metropolitana).   Na ocasião, a polícia prendeu Diogo Soares Gonçalves, de 27 anos, e Raphael Farias Novais, 23, acusados de integrar o bando. Além do delegado, os bandidos são suspeitos da morte de outro policial e foram reconhecidos como assaltantes por outros três policiais civis.   Os seis acusados foram presos quando estavam divididos em dois grupos preparados para iniciar assaltos em São Cristóvão e Vicente de Carvalho, na zona norte do Rio. "Eles atuavam de segunda a sexta, durante o horário de funcionamento das agências, mas sempre em bairros diferentes, na zona sul, oeste e norte da cidade. Isso dava a impressão que eram grupos diferentes", disse o delegado Márcio Franco, que comandou a investigação sobre a quadrilha iniciada há cinco meses com escutas telefônicas e filmagens.   Entre os presos, apenas Bruno dos Santos Rodrigues, o "Orelha", 21, apontado como o motociclista do grupo, não tinha passagens pela polícia. Alexandre Marcos Franco Pinto, 40, o "Macarrão", acusado matar o delegado aposentado, estava em liberdade condicional e tinha cinco mandados de prisão por roubo, Afonso de Lima Rosa, 42, era foragido da Justiça do Espírito Santo com cinco anotações por roubo e formação de quadrilha, Leonardo Galindo Carvalho, 35, tinha antecedentes por roubo qualificado, Alexandre Rabelo da Cunha, 36, tinha sete antecedentes pelo roubo e formação de quadrilha, Heglon Alves Magalhães, 28, possuía três antecedentes pelo mesmo motivo.   De acordo com o delegado, o grupo praticava até 10 assaltos por dia cujos roubos chegavam a R$ 7 mil. Em uma das gravações das escutas dos celulares divulgadas, um homem avisa ao comparsa que um cliente saiu do banco com R$ 3 mil, mas o bandido dispensa por considerar o valor pequeno. "Os clientes devem ficar alertas e os bancos devem adotar medidas de proteção como afastar as filas dos caixas e dar mais privacidade ao atendimento dos gerentes", sugeriu o delegado.

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