Policiais participam de manifestação na praia de Copacabana

Usando camisetas com a palavra 'Basta', policiais civis, militares e rodoviários protestam no Rio contra o assassinato de colegas

Clarissa Thomé , O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2014 | 11h54

Policiais civis, militares e rodoviários federais participam de manifestação na Praia de Copacabana para protestar contra o assassinato de colegas. Muitos vestem camisetas pretas com a inscrição "Basta". Segundo levantamento da ONG Rio de Pais, 152 policiais militares foram mortos no Rio de Janeiro nos últimos dois anos - mais outros dois casos foram registrados na quinta-feira, 11, e na sexta-feira, 12.

Os manifestantes cravaram cruzes na areia, ao lado de fotografias dos agentes mortos. Eles propõe uma abaixo-assinado para que a morte de policiais, nos casos em que a profissão seja a motivação para o assassinato, seja transformada em crime hediondo (nesse caso, o condenado só pode pedir a progressão para o regime semiaberto depois de ter cumprido mais de 40% da pena).

A manifestação ocorre no mesmo dia em que o corpo do soldado Ari Rodrigues Pestana Júnior, de 35 anos, foi enterrado. Lotado no 41° BPM (Irajá), o soldado foi morto por criminosos na porta de casa em Olaria, zona norte do Rio, na noite de sexta-feira, 12. O policial lavava o carro, um Chevette, na rua Eça de Queiroz, quando dois homens num Renault prata atiraram contra ele. No local do crime, foram encontradas mais de 20 cápsulas de pistola calibre 380 e 9 mm. 

Na quinta-feira, 11, o cabo Adelson da Conceição Júnior foi morto numa troca de tiros com quatro assaltantes, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O cabo era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Camarista Méier, na zona norte, e resistiu a uma tentativa de assalto.

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