Prédio residencial desaba no centro do Rio e mata 3 pessoas

Nove feridos foram socorridos e levados ao hospital Souza Aguiar; sete já receberam alta

Gabriela Moreira, da Agência Estado,

30 Outubro 2010 | 09h39

 

RIO - Um prédio de três andares e duas casas desabaram no início da manhã deste sábado, 30, na Rua Lauro de Araújo, no bairro Cidade Nova, centro do Rio, deixando pelo menos três pessoas mortas e nove feridas. Sete já receberam alta e duas permanecem internadas.

A Defesa Civil informou que as buscas continuam pois segundo os relatos de vizinhos e moradores do prédio é possível que ainda haja uma vítima sob os escombros, seria uma mulher de cerca de 40 anos. Dois imóveis ao lado do prédio foram interditados e após o término das buscas por vítimas, técnicos da Defesa Civil irão vistoriar todo o quarteirão para verificar se há necessidade de interdição de mais imóveis.

Entre as vítimas fatais, estão duas crianças e uma idosa. O motivo do desabamento é desconhecido. A rua atingida fica na região do Sambódromo. Eram 7 horas quando os primeiros pedidos de socorro começaram a chegar ao Corpo de Bombeiros Central. Moradores contam que o início do desmoronamento ocorreu no prédio, de estrutura muito antiga, que divide parede com outros imóveis. A maioria dos cerca de 30 moradores das três construções ainda estavam dormindo. Alguns saíam para trabalhar.

A avó de uma das vítimas, Thaís de Oliveira, de 7 anos, conta que a parede da casa da família foi destruída por escombros do prédio. "A parede que ficava no quarto da Thaís era colada nele. Ela não conseguiu fugir, porque foi o primeiro local a cair. Minha nora escutou e correu para fora com meu outro neto, de 4 anos", contou a comerciante Odair dos Santos Silva, de 69 anos.

Além de Thaís, morreu Stephany, de 8 anos, e uma senhora de nome Iara Moreira Marques. Outra moradora da casa, Marilda Aparecida Thomas, de 45 anos, diz que foi acordada pelo barulho e que sentiu um forte cheiro de gás. "Escutei um barulho e, quando vi, estava tudo esfumaçado, muita poeira e um cheiro de gás fortíssimo", afirmou a atendente de restaurante.

Segundo vizinhos, o prédio onde teria começado o desmoronamento já dava sinais de fragilidade. "Ele já estava para cair, era cheio de infiltrações", revelou Marilda, cuja casa ficava ao lado de outra que exibia na fachada o ano de 1912.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, informou que todas as hipóteses serão investigadas. Segundo ele, várias causas podem ter provocado o desabamento. "Essa é uma área de residências muito simples e antigas. É uma região de ocupação desordenada e as estruturas podem ter sido alteradas. Além disso, pode ter ocorrido algum vazamento de gás, o que provocou a explosão. A perícia é que poderá trazer explicações mais detalhadas", disse o comandante.

Assistentes sociais estão no local e fazem o cadastramento das pessoas que perderam duas casas ou são moradoras dos imóveis interditados. Eles devem ser encaminhados a abrigos da cidade.

Atualizado às 14h00

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