Rio tem 97 PMs assassinados no ano após 3 mortes em 24h

Briga familiar pode ter sido causa de assassinato do 97º policial militar morto no Estado , segundo a Polícia Civil

Fábio Grellet e Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2017 | 19h01

RIO - Uma briga familiar pela propriedade de um terreno pode ter sido a causa do assassinato do soldado Vaine Luiz dos Santos Ferreira, de 33 anos, o 97º policial militar morto no Estado do Rio neste ano. Ele foi morto dentro de casa, em Olinda, bairro de Nilópolis, na Baixada Fluminense, na tarde deste sábado, 12.

Segundo a Polícia Civil, o PM foi baleado com sete tiros pelas costas, supostamente disparados pelo próprio cunhado, o guarda municipal Marcelo de Moura Maciel. Um filho do PM, que é afilhado de Maciel, presenciou o crime, afirma a polícia. O guarda municipal teria fugido em seguida. Ele e o cunhado discutiam qual deles era dono de um terreno em Nilópolis.

O caso foi registrado na 57ª DP (Nilópolis), mas será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. Até as 18h30 deste sábado a reportagem não havia localizado representantes de Maciel para se manifestar sobre a acusação.

3 mortes em 24h. Entre a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado, outros dois PMs foram assassinados na cidade do Rio de Janeiro. No primeiro caso, a cabo Elisângela Bessa Cordeiro, de 41 anos, foi baleada num assalto. Já o soldado Samir da Silva Oliveira, de 37 anos, morreu em serviço durante uma abordagem a um veículo suspeito. Os dois casos foram na zona norte da capital.

Elisângela morreu durante um assalto na Avenida Brasil, uma das principais vias de acesso à capital, que corta as zonas oeste e norte até a região portuária. Segundo a assessoria de imprensa da PM, Elisângela estava de folga e acompanhada do marido no carro quando foram abordados por assaltantes. 

A vítima chegou a ser levada para o Hospital Central da Polícia Militar, mas não resistiu ao ferimento na cabeça. Ao jornal Extra, Alexandre Bessa Cordeiro, irmão de Elisângela, disse acreditar que a agente tenha sido executada pelos assaltantes.

O soldado Samir Oliveira morreu por volta das 19h de sexta-feira durante uma ação policial. Ele trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João, no Engenho Novo, zona norte da capital. Segundo a PM, policiais da UPP abordaram um veículo suspeito na Rua 24 de Maio, e foram atacados a tiros por criminosos. Oliveira foi baleado no rosto. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Salgado Filho, próximo ao local, mas não resistiu.

De acordo com as estatísticas da PM, das 96 mortes registradas no ano até agora, a maioria (55) foram de policiais de folga, como foi o caso de Elisângela. Vinte e um PMs morreram em serviço, como no caso de Oliveira. A lista de mortos inclui ainda 20 policiais reformados, já aposentados.

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