Infográfico/Estadão
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Ressaca no trecho de ciclovia é 'fenômeno novo', diz secretário

Pedro Paulo evitou avaliar responsabilidade da prefeitura e disse apurar 'aspectos de engenharia' que possam ter causado o acidente

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

22 Abril 2016 | 15h55

RIO -  O secretário municipal de governo do Rio, Pedro Paulo, classificou como "um fenômeno novo" a ressaca das ondas no trecho da ciclovia Tim Maia que desabou nesta quinta-feira, 21, na Avenida Niemeyer, em São Conrado, zona sul da cidade. Após se reunir com técnicos da prefeitura e de institutos de engenharia, o secretário evitou avaliar a responsabilidade da prefeitura no caso e disse apurar "aspectos de engenharia" que possam ter causado o acidente. Um laudo independente, elaborado por dois institutos de pesquisa, deve apresentar a perícia final sobre o acidente em até 30 dias. 

“A ressaca não é um fenômeno novo, mas a incidência naquele ponto não há dúvidas que foi um evento novo”, afirmou o secretário e pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PMDB. “A Avenida Niemeyer jamais foi fechada por causa de impactos de ondas. Se houve falha no dimensionamento dos impactos da maré naquele trecho, é isso que a perícia vai avaliar. Sabemos que houve estudos de impacto das ondas nos pilares, mas se houve também no impacto vertical nas passarelas é o que os institutos vão avaliar”, afirmou o secretário.

O laudo será elaborado pelo Instituto Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidrológicas (INPH). Os técnicos já iniciaram os trabalhos e se reuniram na manhã desta sexta com órgãos da prefeitura, como a GeoRio e a Defesa Civil.

O secretário evitou avaliar a responsabilidade da prefeitura no caso. Para ele, cabe a prefeitura a “contratação da obra, a decisão política sobre a obra e a alocação de orçamento”. Segundo Pedro Paulo, a prefeitura está focada em apurar as “responsabilidades técnicas” no caso.

“A concentração da prefeitura são os aspectos de engenharia, quais são os erros que podem ter sido cometidos. Existe uma divisão de responsabilidades: a prefeitura contrata e fiscaliza a obra. Se houver algum tipo de responsabilização da prefeitura, nós também puniremos servidores ou fiscais que tiveram algum tipo de falha. Não vamos isentar responsabilidades”, afirmou Pedro Paulo.

De acordo com o secretário Pedro Paulo, os institutos também vão apresentar um estudo sobre os impactos da maré em outros pontos e estruturas da cidade e sugerir novos protocolos de emergência. Entre os pontos que serão revistos está a ciclovia no Elevado do Joá, também na zona sul. “Na medida em que acontece um evento desse, a prefeitura está refazendo suas avaliações, seus protocolos para que possamos dar cada vez mais segurança para a população”, afirmou.

 

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