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Subtenente morre após assalto e é o 73º PM morto no Rio em 2014

Tiago Rogero

19 Agosto 2014 | 10h 31

Marcelo Dantos dos Santos era lotado no 9º BPM e foi executado a tiros de pistola e fuzil na zona norte da capital fluminense

Atualizado às 11h40

RIO - Com a morte do subtenente Marcelo Dantas dos Santos nesta segunda-feira, 18, chegou a 73 o número de policiais militares mortos no Estado do Rio de Janeiro em 2014, de acordo com a PM. Segundo a corporação, somente neste ano 14 PMs morreram em serviço; os outros 59 estavam de folga. 

Mais recente vítima, o subtenente Marcelo, de 47 anos, era lotado no 9º Batalhão, em Rocha Miranda, na zona norte do Rio, e foi executado a tiros de pistola e fuzil durante uma suposta tentativa de assalto na noite desta segunda-feira, na Rua Pedro Jório, em Fazenda Botafogo, também na zona norte da cidade.

O corpo foi encontrado ao lado do carro da vítima, em frente a uma agência bancária. Agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil estiveram nesta segunda-feira no local e investigam duas hipóteses: tentativa de assalto ou execução.

Celso Pinheiro Pimenta, de 32 anos, conhecido como Playboy, comandante do tráfico de drogas no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, bairro vizinho, teria ordenado a execução de PMs que trabalham ou moram na região. O traficante está foragido.

Outros casos. Também na noite desta segunda-feira, um sargento do 3º Batalhão, no Méier, foi atingido por disparos. Ele estava em uma blitz em Inhaúma, também na zona norte, quando homens em uma moto teriam passado atirando. O PM foi atingido na perna e nas costas, internado no hospital da corporação, mas não corre risco de morrer.

Um soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na zona norte, foi sequestrado na madrugada desta segunda-feira em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele estava com dois amigos, que foram torturados e liberados.

O PM Douglas Costa Silva, entretanto, está desaparecido. Um corpo carbonizado foi encontrado dentro de um carro em Belford Roxo, também na Baixada, e a Divisão de Homicídios pediu exame de DNA para saber se é do soldado.