Tiroteio em favela próxima assusta familiares em dia de visita a presos em Bangu

Questionado pela reportagem, agente penitenciário disse que tiroteios são comuns na região

Constança Rezende, RIO

08 Janeiro 2017 | 13h30

Um intenso tiroteio nesta manhã em favelas próximas à entrada do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, assustou familiares de detentos que aguardavam para a visita. A reportagem do Estado presenciou pelo menos três sequências de tiros, por volta das 11h30.

O agente penitenciário que tomava conta da guarita da entrada chegou a mandar os familiares dos presos se abrigarem e saírem do local de triagem externa do complexo penitenciário, que fica próximo a cancela que controla o acesso de veículos. 

“Cuidado, porque os tiros às vezes chegam aqui embaixo”, avisou o funcionário, falando alto para os visitantes, a maioria mulheres. Em seguida, os visitantes que aguardavam sentados num banco no centro da área de triagem se levantaram e buscaram abrigo próximo às paredes.

Questionado pela reportagem, o agente disse que tiroteios são comuns na região. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o 14º Batalhão, em Bangu, não foi acionado por causa de “disparos de arma de fogo” durante a manhã na região do complexo penitenciário. Não havia movimentos e carros de polícia na região. 

Segundo outro servidor que trabalha no sistema penitenciário ouvido pelo Estado, tiroteios nas favelas do entorno não são incomuns na rotina de visitas nas prisões de Bangu.

Mais conteúdo sobre:
Polícia Militar

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.