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Todos os tipos de crime têm alta no Rio

- Atualizado: 17 Março 2016 | 14h 58

Roubos na rua e assaltos subiram 27,9% em fevereiro em relação ao mesmo período de 2015; homicídios cresceram 23,3% e letalidade violenta, 11,7%

RIO - Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 17, apontam aumento de indicadores de violência em fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2015.

Os roubos de rua, de celulares e assaltos à ônibus aumentaram 27,9% em relação a fevereiro de 2015 (de 7.826 em 2015 para 10.013 em 2016). Os registros de ocorrência sobre roubos de veículos tiveram alta de 22,6% (de 2.494 em 2015 para 3.058 em 2016). O número de homicídios subiu 23,3%  (de 326 em 2015 para 402 em 2016). Já a letalidade violenta - que inclui casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e de mortes causadas em intervenção policial - aumentou 11,7% (de 427 em 2015 para 477 em 2016). As apreensões de adolescentes em fevereiro deste ano tiveram aumento de 28,8% em relação a fevereiro de 2015 (de 945 em 2015 para 1.217 em 2016). 

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio de Janeiro

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio de Janeiro

Nesta terça-feira, 15, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que intensificará o policiamento ostensivo nas ruas do Rio a partir dos próximos dias. A medida foi tomada após o secretário ter tido acesso a uma prévia dos índices de criminalidade do mês de fevereiro.

Para Beltrame, "os dados não são bons". O patrulhamento contará com o reforço de policiais militares de três batalhões: dos Estádios, Choque e de Grandes Eventos. Policiais que estão no setor administrativo também vão ajudar, em esquema intercalado às terças e quintas e às segundas e quartas-feiras. Eles também terão de cumprir uma "cota de policiamento de rua".

"Estamos tomando medidas extremas, pois a polícia está praticamente no seu limite. Não temos mais condições de chamar policiais pra cobrirem as ruas do Rio de Janeiro. Mas também são necessárias outras medidas de outras instituições no sentido de trazer o controle da violência", declarou.

Beltrame afirmou que só prender e punir não adianta. "Uma coisa para nós está muito clara: prender e punir não está fazendo com que as pessoas desistam, se desvirtuem do caminho criminal para um outro caminho. Isso, associado a todos os problemas que estamos vivendo, faz com que a gente tome medidas de prospecção, tanto para esse resto de mês, como daqui pra frente. A polícia tem de fazer o seu trabalho, ser criticada, monitorada. As pessoas têm de cobrar policiamento, mas a polícia não pode ficar sozinha nessa história."

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