Tropas federais deixam favelas da Maré a partir de 2 de abril, diz secretário

Força de pacificação passará a ser feita pela Polícia Militar, diz José Mariano Beltrame; há 2,7 mil agentes das Forças Armadas no local

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2014 | 23h09

RIO - O policiamento do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, que desde 5 de abril deste ano é liderado pelas tropas federais que compõem a força de pacificação, passará a ser feito pela Polícia Militar do Rio em 2 de abril de 2015. A informação foi prestada pelo secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, em entrevista à rádio CBN na tarde desta segunda-feira, 29. 

De acordo com ele, os 2.700 homens das Forças Armadas deixarão gradualmente o policiamento da Maré. O processo de transferência da responsabilidade para a PM só vai terminar em 30 de junho.

Atualmente, a PM também participa do policiamento da Maré, mas a liderança da força de pacificação cabe às Forças Armadas. Com a mudança que começará em 2 de abril, a Maré vai ganhar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Para que a PM dê conta de toda a área, o complexo de favelas será dividido em trechos.

“A ocupação gradual (vai) de 2 de abril até 30 de junho. À medida que formos ocupando nós vamos ter que colocar a sede, vamos ter que fazer as bases para deixar o pessoal. Ela vai ser fatiada, nós vamos ocupando, em cada terreno desses nós vamos ter que deixar uma base concreta para os policiais”, afirmou Beltrame.

Nesta terça-feira, 30, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), assina acordo com o governo federal para prorrogar a manutenção das Forças Armadas na Maré. A princípio as tropas deixariam o local em janeiro.

Mais conteúdo sobre:
rio favelas da maré beltrame

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.