Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Turista inglesa é baleada em Angra dos Reis após entrar por engano em comunidade

Mulher estava com o marido e três filhos na Rodovia Rio-Santos; ao pedirem informações, eles não entenderam as orientações e acabaram dentro da comunidade Água Santa

Márcio Dolzan e Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2017 | 09h19
Atualizado 07 Agosto 2017 | 22h27

RIO - A turista inglesa Eloise Dixon, de 46 anos, foi baleada por criminosos ao entrar por engano em uma favela em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio, no domingo. Eloise foi atingida por dois tiros no abdome ao errar o caminho quando ia de carro do Rio para Paraty, com o marido e seus três filhos. 

A família estava na Rodovia Rio-Santos (BR-101) de entrou na comunidade Água Santa. Os ingleses teriam entendido errado uma orientação sobre o trajeto. Eloise foi submetida a uma cirurgia. Segundo médicos que a atenderam, ela passa bem e seu quadro é estável.

O delegado Bruno Gilaberte, titular da 166.ª DP (Angra dos Reis), afirmou que a polícia já identificou dois suspeitos de participar do crime. A possibilidade de um terceiro homem ter participado do ataque é investigada. Gilaberte não quis revelar a identidade dos acusados, uma vez que a polícia ainda está à procura dos suspeitos. Disse, porém, que eles já eram investigados por participação em associação criminosa na favela. 

Recusa. De acordo com o delegado, Eloise recusou-se a prestar depoimento sobre o caso. O delegado informou que a turista já tem condições de saúde para depor. Estaria, porém, com medo de contar oficialmente à polícia o ocorrido.

“Ela já tem condições de falar, mas está se recusando a prestar depoimento formal. Nós deixamos um formulário com algumas perguntas, no hospital, para que Eloise e o marido respondam para a gente conseguir mais dados sobre a dinâmica do que aconteceu. Acho que eles estão com medo, com receio, o que é natural. Tem tradutores e pessoas do consulado inglês nos ajudando neste trâmite”, disse o delegado.

Gilaberte disse esperar que as vítima sejam ouvidas “assim que tiverem condições”. “A equipe da delegacia de Angra, com os coordenadores da região, está dando todo suporte aos ingleses. O consulado inglês já foi avisado sobre o caso e sobre as providências que a Polícia Civil adotou”, informou a Polícia Civil, por meio de nota. A equipe da 166.ª DP também busca imagens de câmeras da localidade para chegar aos autores do crime. / COLABOROU FÁBIO GRELLET

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