Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Unidos de Vila Isabel apresenta uma visão otimista do futuro na Sapucaí

A escola comemorou também os 80 anos de seu maior símbolo, o compositor Martinho da Vila, que faz aniversário nesta segunda-feira

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2018 | 02h04

Campeã em 1988, 2006 e 2013 e décima colocada no desfile de 2017, a Unidos de Vila Isabel foi a terceira escola a se apresentar durante a primeira noite de desfiles das agremiações do grupo de elite do Rio de Janeiro, a partir de 0h05 de segunda-feira, 12. Apresentando um enredo sobre as grandes invenções da humanidade, a escola teve duas estrelas: o carnavalesco Paulo Barros, que deixou a Portela após ser campeão em 2017  e reestreou na Vila, e o cantor e compositor Martinho da Vila, que está comemorando 80 anos exatamente nesta segunda-feira e desfilou no carro abre-alas da escola. Os dois foram muito aplaudidos - Martinho no início e Paulo Barros ao final. Como sempre faz, o carnavalesco desfilou depois de toda a escola, comemorando a exibição. Esbanjando luxo, didatismo e alegorias que integravam humanos e equipamentos, a Vila Isabel foi a primeira candidata ao título a desfilar na Sapucaí este ano.

A história das invenções começou a ser contada pelos mais de dez Leonardo da Vinci (inventor italiano que viveu entre 1452 e 1519) representados pelos integrantes da comissão de frente. Em um trecho da coreografia eles apresentavam, em imagens surgidas em telas  redondas, algumas das invenções mais importantes da humanidade, como a roda e a internet.

O primeiro carro alegórico representava a descoberta do fogo. Logo em seguida, a fantasia das baianas representava a invenção da roda. Seguiram-se referências às engrenagens, aos moinhos, aos relógios, à escrita, à imprensa, ao telefone, à internet, ao rádio, à TV... cada ala representava uma invenção, em referências didáticas e facilmente compreensíveis.

Todos os carros alegóricos usaram alguma integração entre homens e aparelhos, como é típico de Paulo Barros. O quinto carro, em homenagem à TV, tinha uma tela gigante que apresentava uma sequência de imagens históricas, entre elas o assassinato de John Kennedy, os festivais de música brasileiros da década de 1960 e uma passeata em protesto contra a ditadura militar (1964-1985). Na mesma alegoria havia dezenas de pessoas vestidas como o comunicador Chacrinha (1917-1988), um dos ícones do rádio e da TV brasileira.

A escola não cometeu erros significativos relativos aos quesitos e certamente voltará ao desfile das Campeãs, que reúne as seis melhores escolas das duas noites de exibições e acontece no próximo sábado, 17.

Ao final do desfile, Martinho da Vila também comemorou: "Nunca me imaginei com 80 anos, mas estou aqui pulando carnaval", disse à TV Globo.

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