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Universal condena ato de vandalismo em igreja católica

Menino de 13 anos quebrou duas imagens de santos; segundo a Universal, ações como essas não são incentivadas

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2016 | 15h31

RIO - A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) enviou nota ao Estado, no início da tarde desta quinta-feira, 28, informando que “condena a violência praticada sob qualquer pretexto ou motivação”. A nota refere-se ao episódio ocorrido na quarta-feira, 27, em Duque de Caxias, cidade na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio. Um estudante de 13 anos, fiel da Iurd, invadiu a Catedral de Santo Antônio e quebrou duas imagens de santos e avariou um crucifixo. Segundo parentes, o adolescente costuma ler a Bíblia e assistir novelas e filmes religiosos o dia inteiro.

“Não se encontrará, jamais, na palavra de um membro da Igreja, seja em Duque de Caxias, em qualquer outra cidade do mundo ou em nossos programas de rádio ou televisão, o incentivo a ações como esta. Orientamos nossos adeptos a respeitarem as convicções das outras pessoas. Além disso, nem a Universal, nem qualquer instituição pode ser responsabilizada por ato condenável cometido por indivíduo, em nome próprio”, declarou, em nota, o Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal.

O menino, que estava acompanhado da mãe, a costureira Cláudia Santana de Souza, derrubou propositalmente as imagens de Nossa Senhora Imaculada Conceição e do Sagrado Coração de Jesus no chão, depois interpelar fiéis dizendo que a Bíblia repudiava a adoração a imagens. De acordo com o padre Renato Gentile, vigário geral da igreja, profissionais em recuperação de estátuas disseram que os danos são irreparáveis. As imagens tinham cerca de 60 anos, mediam 1,5 m de altura e eram feitas de gesso e madeira. 

O caso foi registrado na 62ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias. No depoimento, feito na companhia da mãe, o agressor voltou a falar que a Bíblia proíbe a adoração de imagens de santos, mas demonstrou estar arrependido e disse que nunca mais fará algo similar. Ele responderá por crime análogo a dano ao patrimônio - artigo 163 do Código Penal, que, no caso dos infratores maiores dos 18 anos, prevê pena de um a seis meses de detenção ou multa.

 

 

 

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