Virada: Copacabana fecha para carros às 19h

Prefeitura vai atrasar em uma hora o bloqueio total da praia

Clarissa Thomé, O Estado de S.Paulo

28 Dezembro 2016 | 03h00

RIO - A prefeitura atrasará em uma hora o bloqueio total da Praia de Copacabana na noite do réveillon. Carros poderão circular até as 19h, diferentemente de anos anteriores, quando a interdição ocorria às 18h. O estacionamento, no entanto, está proibido em todas as ruas do bairro já a partir de sexta-feira, 30, e 30 reboques atuarão para deixar as vias livres. Ônibus e táxis ainda poderão circular até as 22h de sábado. Uber e Cabify seguem as restrições dos carros particulares.

O secretário de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, ressaltou que o público deve evitar ir a Copacabana em veículos particulares e deve dar preferência ao transporte público, como ônibus e metrô. Ainda há bilhetes disponíveis para todas as faixas de horário do metrô, entre 19h e meia noite.

O réveillon da crise terá 12 minutos de folgo, quatro a menos do que a festa passada, e apenas um palco com apresentações, que se encerram às 2h15. A noite terá shows do cantor Alex Cohen, DJ MAM, Leo Jaime. Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo são a atração principal, a partir de 21h45. E as baterias das escolas de samba Unidos da Tijuca e Mangueira encerrarão a festa.

A recomendação de Figueira de Mello é que o público evite deixar a praia logo após a queima de fogos. Até 1h30 é grande o fluxo de pessoas que deixam a praia e caminham para os bolsões que concentram as linhas de ônibus (Enseada de Botafogo, para quem segue para zona norte e Centro; Ipanema, para quem vai para outros bairros da zona sul).

De acordo com o secretário, a rede hoteleira está com 80% da capacidade ocupada. Ele lembrou que o Rio tem hoje cerca de 60 mil quartos, o dobro de acomodações que tinha em 2009. "Isso representa ocupação 30% maior em relação a 2015", afirmou Figueira de Mello. "Esse foi um ano difícil, complexo. Mas para o turismo foi positivo. Com toda a crise que o País atravessa, os números da hotelaria são bons. O dólar forte ajuda o turista internacional a vir para o Rio. O brasileiro também deixa de ir para Orlando, para a Europa e opta em vir para o Rio de Janeiro", afirmou Figueira de Mello. 

Além de Copacabana, haverá queima de fogos em dez pontos diferentes da Barra da Tijuca – no Quebra-mar, no shopping Village Mall e em oito hotéis da orla. A prefeitura também montou palcos no Parque de Madureira, Piscinão de Ramos, Ilha do Governador e Penha, na zona norte, Ilha de Paquetá, e em Sepetiba, na zona oeste.

Figueira de Mello classificou de retrocesso a decisão do prefeito eleito Marcelo Crivella (PRB) de extinguir a Secretaria de Turismo. “O Rio é o maior destino turístico do País e a secretaria era uma conquista do setor, responsável pela formulação de políticas públicas, como a que consolidou o carnaval de rua. É um retrocesso”, afirmou.

Ele lembrou que a dissolução da secretaria ainda poderá acarretar problemas do ponto de vista formal. “A Riotur é uma empresa de capital misto, que tem passivos trabalhistas antigos, e que volta e meia fica impedida de fechar convênios com o governo federal até que as ações sejam derrubadas”.

Crivella anunciou que terá um conselho de notáveis para opinar sobre políticas para o setor. Entre eles, estão os empresários José Bonifácio Sobrinho, o Boni, Ricardo Amaral e Roberto Medina (promotor do Rock In Rio).

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