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Viúva de Amarildo está desaparecida há 10 dias

Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo

10 Julho 2014 | 11h 12

Elizabete Gomes da Silva saiu de casa na segunda-feira, 30, sem dizer para onde iria; família já a procurou em hospitais e no IML

Atualizada às 18h55

RIO - A diarista Elizabete Gomes da Silva, viúva do pedreiro Amarildo Dias de Souza, assassinado pela polícia no ano passado, está desaparecida desde 30 de junho. Ela saiu de casa, na Rocinha, por volta das 16 horas, e deixou os três filhos menores. A família registrou o desaparecimento dela nesta quinta-feira, 10, na 11.ª Delegacia de Polícia (Rocinha). Nesta segunda-feira, 14, completa um ano que Amarildo foi detido por PMs e levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora, na favela, de onde não saiu vivo.
Bete, como é conhecida, estava deprimida e o estado se agravou nos últimos dois meses. “Ela vinha chorando muito, dizendo que queria enterrar o corpo do marido. Também dizia que iam derramar o sangue da família dela novamente”, afirmou o advogado da família, João Tancredo. A sobrinha de Bete, Michele Lacerda, corrobora a informação. “De um tempo para cá, ela começou a falar muito do meu tio. Voltou a usar drogas e a beber muito. Ela saiu de casa e não disse para onde estava indo. A gente está rezando muito para que não tenha sido a polícia. Não vamos achar que foi isso nesse momento”, disse.

Marcos Arcoverde/Estadão
A família ficou sem notícias de Elizabeth Gomes da Silva entre os dias 30 de junho e 10 de julho

A família procurou pela diarista em hospitais e no Instituto Médico Legal, sem sucesso. Também procuraram por Bete na casa da mãe dela, em Natal (RN), e em Macaé, no norte fluminense, onde moram duas filhas da diarista, mãe de outros seis.
A viúva não passou por lá. Os três filhos caçulas de Bete, Milena, de 7 anos, Alisson, de 11, e Beatriz, de 13, estão aos cuidados do irmão mais velho, Anderson, de 22, e de uma tia. Milena é a que está mais abalada. “Ela pergunta se a mãe vai desaparecer, como aconteceu com o tio Amarildo”, disse Michele.
A família relutou em registrar o desaparecimento na polícia. “Somos uma família marcada”, disse Michele. O temor do advogado João Tancredo é de que Bete esteja perambulando, como indigente. “A ação contra o Estado garantiu o tratamento psicológico, mas no posto de saúde o atendimento é em horário comercial. Ela é diarista, não tinha como comparecer no meio da tarde”, afirmou.
No caso Amarildo, o Ministério Público Estadual denunciou 25 policiais militares pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver, fraude processual e formação de quadrilha, entre eles, o comandante da UPP da Rocinha, major Edson Santos.

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