Carnaval de antigamente

Estadão

08 Fevereiro 2013 | 07h24

Brincar o carnaval já era uma grande diversão no começo do século 20, assim como “fazer o corso” em um automóvel aberto com as moças sentadas no capô e procurar as lentes de um bom fotógrafo para imortalizar a pose dentro da fantasia. E aí valia desde incorporar pierrôs, arlequins e colombinas até se transformar em ciganos, piratas, padres, odaliscas, marinheiros, caubóis e o que mais a criatividade mandasse.

 Crianças de todas as idades eram cuidadosamente preparadas pelos pais para participar das matinês – o primeiro baile infantil foi realizado em 1907. Já os adultos se esbaldavam nas festas em casas de família, bailes de salão, ao ar livre ou até em circos. Máscaras, confetes, serpentinas e lança-perfumes – bisnagas de vidro ou metal com éter perfumado, na época liberadas – ajudavam a animar os foliões.

Carruagens ou automóveis sem capota serviam para que famílias e amigos, geralmente fantasiados, se divertissem atirando confetes, serpentinas, flores e esguichos de lança-perfume em outros foliões.  A moda ganhou força em 1907, depois que as filhas do então presidente da República Afonso Pena passearam no automóvel presidencial pela Avenida Central – hoje Rio Branco -, no Rio. Fascinados, foliões as imitaram, duelando com outros automóveis e brincando com pedestres. Logo, os corsos se espalharam por outras cidades, como São Paulo, e mais tarde inspirariam os carros alegóricos.

 E você? Tem alguma imagem do carnaval de antigamente guardada em casa? Pode ser sua mesmo, de um parente ou de um amigo. Se quiser vê-la publicada no blog, basta enviá-la para o e-mail albumderetratos@gmail.com.

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