Dona Dirce e seus três filhos Carlos

Estadão

27 Março 2012 | 09h22

Família de Carlos Alkmin, em foto de 1968 tirada no Kodama Studio

A foto do post de hoje nem é tão antiga. Segundo Carlos Alkmin, que a enviou, deve ser de 1967 ou 1968. Mesmo assim, lembra, “é de um tempo em que a fotografia era bem menos massificada”. “Havia as câmeras compactas de filme. Nos Estados Unidos, já eram bem difundidas as do modelo Instamatic, da Kodak, que facilitavam muito o uso amador por terem foco fixo e usarem filmes do tipo cartucho. Por sinal, são a origem do nome Instagram. Tive algumas delas na infância, o que despertou minha paixão pela fotografia, minha atividade profissional atual”, conta Carlos. 

Esta foto também é, para Carlos, uma prova de como as famílias ainda prezavam naquela época o trabalho dos estúdios fotográficos, de donos geralmente nikkeis. “Minha família morava na região da Vila Mariana/ Bosque da Saúde quando nasci. São bairros onde a colônia oriental é bastante presente. Não por acaso havia ali um dos famosos “estúdios do japonês”. No caso, o Foto Kodama, perto da Praça da Árvore. Ainda existe, só que mais voltado à óptica.”

Quando Carlos – ou Carlos Alberto, para sermos mais específicos – ainda era bem pequeno, sua mãe decidiu levá-lo com os dois irmãos ao estúdio para dar a foto acima de presente ao marido. Dona Dirce, atualmente com 81 anos, está à esquerda. Em seguida, vêm ele, quase bebê, e seus irmãos Carlos Antonio, o mais velho, e Carlos Eduardo, o do meio, que faleceram cedo, respectivamente aos 32 e 57 anos.

Segundo Carlos, uma provável obsessão de seu pai, Antonio Carlos, pelo segundo nome dele o levou a batizar os três filhos como “Carlos alguma coisa”. E, como no dia a dia certamente daria confusão todos se chamando pelo mesmo nome, os irmãos logo adaptaram apelidos. “O primeiro, como era mais alto, virou o “Grandão”, o segundo ficou sendo “Edu” e eu, “Beto””, conta. Mas só em família. Profissionalmente, hoje ele prefere usar apenas Carlos Alkmin.