A “Big Apple” no século passado

A “Big Apple” no século passado

Lizbeth Batista

21 de fevereiro de 2011 | 08h25

George Bellows
New York, 1911

Terça-feira, 21 de fevereiro de 1911

Um viajante, estarrecido, narravava as maravilhas vistas na  grande metrópole americana nas páginas do Estado de 21 de fevereiro de 1911.

Descrevia  a efervescência da cidade,o ritmo apressado dos nova-iorquinos.

Contava como os meios mais modernos de transporte eram empregados para ligar toda a cidade  à ilha de Manhattan. Entre as inovações utilizadas pelos yankes,  estava a estrada de ferro elétrica e subterrânea, o metrô.

Como se viaja em Nova York

Actualmente quase todas as formas de transportes são usadas pelos habitantes da cidade de Nova York.

Nas ruas vizinhas ao porto ainda se vêm  antiquados carros puxados por cavallos, mas nas mais distantes a variedade de vehiculos é grande- bondes, omnibus, automóveis de todas as formas e de todas as cores, movidos por ar comprimido, accumuladores, fios subterrâneos, fios aéreos.

Embora as linhas de bondes sejam numerosíssimas, e a distancia entre um bonde e outro geralmente seja de menos de cem metros, tal é a sua freqüência, contudo os bondes são usados somente para pequenas distancias, pois os new-yorkinos os consideram muito lentos.

Quando os cidadãos de Nova York precisam percorrer longas distancias, como é o caso mais frenquente, recorrem aos três circulares do “Rapid Transit”, que tem três grupos principaes de linha:1º- As estradas de ferro elevadas da ilha de Manhattan, chamadas “elle”. (…); 2º- As estradas de ferro subterrâneas a que a população dá o nome de “subways”; 3º- As estradas de ferro elevadas, os “elles”

(…)O viajante que em Nova York quizer ter um espectaculo absolutamente único, deve postar-se próximo á ponte de Brooklyn, pelas cinco horas da tarde, quando os escriptorios começam a fechar-se. (…) O que ahi se vê, não se pode descrever e quase excede a tudo quanto se possa imaginar. Uma onda humana que se move lentamente e em silencio, como sob o peso do trabalho do dia, e tão compacta que não se enxerga mais um trilho nauquelle lugar em que há tantos. A procissão continua durante uma hora, no desfile silencioso e lento, como uma longa teia de formigas.

A pouco e pouco vae-se espalahndo pelas estações subterrâneas ou dos  “elle”- e os trens partem atopeteados de gente. Cada trem pode receber mil ou duas mil pessoas, e há um trem por minuto, ás vezes com mais freqüência.

E assim vae lentamente se dispersando o milhão de new-yorkinos que todos os dias se transporta de uma distancia de 10 a 20 kilometros para o quarteirão commercial da grande metrópole norte-americana.


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