Acidente ‘calou’ Zuzu Angel para sempre

Acidente ‘calou’ Zuzu Angel para sempre

rosesaconi

14 Abril 2011 | 08h05

Há 35 anos


Zuzu foi uma das maiores estilistas brasileiras dos anos 60 e 70. Teve um filho, Stuart Angel, militante da luta armada na fase pesada da ditadura, que foi perseguido e morto pela repressão em 1971. A estilista não teve nem o direito de ver o corpo do filho. Por conta disso, começou uma peregrinação para encontrá-lo. Enfrentou delegados e enviou cartas para amigos como Chico Buarque e Bibi Ferreira, mas não teve sucesso.

Vítima da truculência do regime ditatorial, morreu na noite do dia 14 de abril de 1976 em um acidente de trânsito, na saída do mesmo túnel  que leva hoje o seu nome, em circunstâncias duvidosas.

A mineira que foi para o Rio, tornou-se estilista, fez sucesso no prêt-à-porter internacional, não se importava que chamassem seus vestidos de cafonas. Gostava de usar babados e rendas. Depois do desaparecimento de seu filho, apresentou em Nova York o primeiro desfile de moda político do mundo, com os manequins usando vestidos ornamentados com símbolos de guerra.


O acidente de Zuzu, em 1976, só foi reconhecido como intencional em 1998.

A história da estilista foi recontada em 2006, no filme Zuzu Angel, dirigido por Sérgio Rezende.

Tratamento de Imagens: José Brito

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