Battisti, Biggs, Caciolla, Abadia, Buscetta e Polanski

Battisti, Biggs, Caciolla, Abadia, Buscetta e Polanski

Edmundo Leite

08 de junho de 2011 | 23h03

A história dos processos polêmicos de extradição  ganhou um novo capítulo com a decisão do STF de não enviar  Cesare Battisti à Itália para cumprir as penas pelas quais foi condenado naquele país. Com a soltura determinada pelo Supremo, o italiano se junta ao inglês Ronald Biggs na lista dos que foram mantidos livres no Brasil  apesar dos pedidos de seus países de origem para que fossem extraditados. Biggs só foi para a Inglaterra quando, já velho e doente, decidiu se entregar ao seu país natal após anos tripudiando e fazendo chacota do sistema penal inglês.

O Estado de S. Paulo – 13/11/1997

Decisões contrárias, no entanto, também já foram tomadas ao longo da história. Numa das mais recentes, o traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, foragido no Brasil, foi mandado para os Estados Unidos para ser julgado lá. Outra extradição famosa foi a de  Tommaso Buscetta, mafioso italiano que nos anos 70 e 80 foi enviado do Brasil à Itália após julgamentos no STF.

O Estado de S. Paulo – 28/6/1984

O Estado de S.Paulo – 19/9/1972

Se agora os italianos estão indignados com a permanânencia de Battisti no Brasil, o contrário já aconteceu também. Em 2001, a Itália negou o pedido brasileiro de extradição do banqueiro Salvatore Cacciola.

O Estado de S.Paulo – 27/7/2001

Condenado aqui por vários crimes financeiros, Cacciola só voltaria ao Brasil sete anos depois,  após ser preso em Mônaco, que atendeu o pedido brasileiro de extradição após julgamento no Supremo de lá e de ratificação da decisão pelo príncipe Albert II.

O Estado de S.Paulo – 17/4/2008

O Estado de S.Paulo – 05/7/2008

No ano passado, um famoso processo de extradição ganhou destaque pela negativa de mandar um condenado para  outro país, quando a Suíça decidiu não atender ao pedido dos Estados Unidos de enviar o cineasta Roman Polanski para cumprir a pena a qual foi condenado por fazer sexo com uma menor nos anos 70.

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