Bombardeio aéreo, a mais nova técnica de guerra

Bombardeio aéreo, a mais nova técnica de guerra

Lizbeth Batista

14 de dezembro de 2011 | 09h25

Na década de 10, não era nova a idéia de bombardear posições inimigas atacando pelo céu. Ela já havia sido empreendida com balões e dirigíveis.Mas a criação de uma aeronave mais potente e arrojada como o aeroplano despertou a certeza entre as nações que seu uso, em qualquer conflito, traria imensa vantagem, podendo até mesmo definir uma contenda.

Militares, engenheiros, aviadores e cientistas passaram a idealizar meios de adaptar os recém criados aeroplanos para torná-los máquinas de guerra. Imaginavam frotas afundadas em pouco tempo, fortificações destruídas, batalhões aniquilados e cidades reduzidas à ruínas.

Quinta-feira, 14 de dezembro de 1911

O primeiro bombardeio aéreo realizado por um aeroplano, de que se tem notícia, data de 1911.

Testes eram realizados com freqüência, principalmente nos Estados Unidos.  Seus resultados estamparam capas de revistas científicas e aeronáuticas em todo o mundo.  Mas, não foram os americanos os primeiros à empreender uma ofensiva aérea, e sim os italianos, durante a Guerra ítalo-Turca.

Em 1 de novembro de 1911, o tenente Giulio Gavotti foi pilotando seu monoplano modelo Etrich Taube atacou um acampamento turco em Ain Zara.

Gavotti sobrevoou duas vezes o local antes de arremessar as quatro granadas, que transportava presas a sacos de couro. Para prepará-las para detonação, arremessá-las e pilotar seu monoplano, precisou retirar seus pinos com os dentes.

Se comparado à operação aérea lançada sobre a Líbia 100 anos depois, com 250 jatos e 110 mísseis Tomahawk  atacando as forças de Muhamar Kadafi, o ataque e a técnica de Gavotti são uma pálida sombra do poder destrutivo de uma ofensiva aérea.

Ainda que extremamente rudimentar, o vôo de Gavotti  entrou para a história como o primeiro bombardeio aéreo e fez da  Itália um país  precursor no desenvolvimento das estratégias aeronáuticas.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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