Carnaval de 1911 em São Paulo

rosesaconi

20 de fevereiro de 2011 | 08h00

Segunda-feira, 20 de fevereiro de 1911

(…) Por essas ruas do triângulo cheias de gente, já se deparavam aqui e alli grupos de pessoas que, mesmo sem máscara, haviam atirado para um canto com as convenções sociaes. Das quatro às seis horas e meia o movimento augmentara, as bisnagas fusilavam sem cessar. Havia correrias, havia animação, gritava-se, buzinava-se.

Começava a ter uma expressão authentica o início do Carnaval. (…)

A praça da República teve melhor sorte, antes da chuva, já se vê. O attrahente logradouro encheu-se, sem que, entretanto, entre os combatentes alli dispostos predominassem o vigor e a galardia, Nas alas de moços e de moças, ao lado dos pântanos e dos carvalhos héris, não havia interesse, nem elevo nem calor, principalmente este último, que magnetiza a almas illuminadas pelo fugor da juventude.

Dora em quando, formava-se blocos de atacantes para assediar duas ou três senhoritas galantes, que se batiam heroicamente, tenazmente contra os seus adversários perseverantes, cada qual empunhando lanças-perfumes contendo extractos dos mais variados. Ás vezes, no meio da luta, surgia um “dominó” que , desejando fazer espírito, se immiscuia no combate, castigando tanto uns como outros. (…)

 

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