Compare o aplicativo de Tom Hanks com uma máquina de escrever

Compare o aplicativo de Tom Hanks com uma máquina de escrever

Edmundo Leite

04 de novembro de 2014 | 19h34

Hanx Writer no Ipad e a velha Olivetti no Acervo Estadão

Hanx Writer no Ipad e a velha Olivetti no Acervo Estadão

Tom Hanks ama máquinas de escrever. Dono de uma coleção de mais de 200 peças de várias épocas e tipos,  o ator lançou há dois meses um aplicativo que recria nos tablets a experiência de datilografar em máquinas de verdade. Nesta terça, uma editora divulgou que o ganhador do Oscar com Forrest Gump e Philadelphia lançará um livro com histórias relacionadas a essa sua grande paixão. Como não amar?

O amor de Hanks pelas teclas, mecanismos, fitas, papéis e tudo o que envolve o aparelho que no século passado era um item tão indispensável como um computador nos dias de hoje já era conhecido pelos seus fãs mais ardorosos. Mas o grande público ficou sabendo dos detalhes deste amor através de um artigo publicado em 2013 no New York Times“…Tudo o que se datilografa numa máquina de escrever soa grandioso, as palavras se formam em miniexplosões: TCHAC, THAC, THAC. Um bilhete de agradecimento ressoa com o mesmo fragor que uma obra-prima da literatura…” (tradução Folha de S.Paulo, 11/8/13)

Para muitos que nunca tiveram contato com uma máquina de escrever real, o aplicativo de Tom Hanks é uma boa oportunidade de reviver a experiência que seus pais, avós e amigos mais velhos tinham quando precisavam redigir cartas, documentos, originais de livros, fichas e formulários. 

Com uma pequena coleção de máquinas de escrever ainda em funcionamento, o Acervo Estadão testou o aplicativo Hanx Writer e comparou com a experiência de bater as teclas numa máquina real. O arquivista Aldemir Chiaramelli, que durante muitos anos foi um dos responsáveis por datilografar fichas catalográficas, índices e relatórios do acervo do jornal, aprovou o aplicativo. “O barulho dos teclados, as letras, os tipos são perfeitos, igualzinho a uma máquina de verdade”. Mas também aponta algumas limitações: o tamanho pequeno do teclado e a falta de emoção de poder jogar fora o papel num cesto de lixo após errar alguma coisa escrita.

Exímio datilógrafo,  com curso e certificado, o arquivista não teve dificuldades com o aplicativo e passeava os dedos pelas teclas digitais com a mesma desenvoltura e rapidez com que datilografava na máquina de verdade ao lado do tablet. Enquanto datilografava das duas maneiras, o arquivista relembrava os diversos usos das máquinas de escrever na rotina do arquivo e da redação do jornal. Assista:

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