Entre os destaques do acervo estão as páginas do escritor Euclides da Cunha

Edmundo Leite

23 de maio de 2012 | 20h39

Entre os destaques do acervo do Estado estão as páginas do escritor Euclides da Cunha, enviado pelo diretor do jornal, Julio Mesquita, para cobrir a revolta de Canudos. A série de reportagens deu origem, em 1902, ao livro Os Sertões, um clássico da literatura mundial. O livro narra como o Exército enfrentou os seguidores de Antônio Conselheiro, que resistiam à Proclamação da República. Euclides partiu de São Paulo no dia 1.º de agosto de 1897. Dono de um texto notável, o escritor apresenta não apenas aspectos físicos da região como analisa as estratégias do levante.

Outro acontecimento histórico noticiado nas páginas do Estado é a Abolição da Escravatura. No arquivo digital, será possível ler o conteúdo do editorial “Glória à Pátria”, publicado no dia 13 de maio de 1888, no qual o jornal, então com 13 anos de existência, saúda o decreto da Abolição como o início de novos tempos no País.

O texto da época exalta o trabalho abolicionista de Américo de Campos e de Luís Gama, baiano, filho de escrava com branco português, vendido ainda criança em Salvador, que, em São Paulo, conquistou a liberdade e se transformou em um dos principais ativistas da abolição.

Nas páginas da primeira década de vida do jornal, agora digitalizadas e oferecidas no site do acervo, é possível encontrar detalhes do modo de vida da época nos tempos do Império, fortemente marcado pela escravidão. Na seção de anúncios, donos de negros escravizados ofereciam recompensa para quem capturasse os escravos fugidos.

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