Há cem anos, júri absolvia assassino de Euclides da Cunha

Há cem anos, júri absolvia assassino de Euclides da Cunha

Lizbeth Batista

06 de maio de 2011 | 08h26

Euclides e Dilermando

O desfecho jurídico de um dos crimes passionais mais célebres do Brasil  foi um dos destaques da capa da edição de 100 anos atrás do Estado: a absolvição de Dilermando de Assis, assassino do jornalista e escritor Euclides da Cunha.

Julgado pelo crime cometido em 15 de agosto de 1909, Dilermando foi absolvido após o júri entender que ele agiu em legítima defesa.  Sabendo que sua mulher Ana cometia adultério com o jovem oficial do Exército, Euclides decidiu ir até a casa do amante dela para “matar ou morrer”. Após um desastrado confronto no qual acertou três tiros em Dilermando e outro no irmão do militar, Euclides, também baleado, tombou morto na porta da frente da casa do rival.

Sabbado, 06 de maio de 1911

O Estado, jornal para o qual  Euclides trabalhava e onde publicara a sua célebre cobertura  sobre a Guerra de Canudos, reproduziu uma nota indignada publicada originalmente no diário  ‘Notícia’: “Enquanto o marido apodrece na sepultura, o amante é posto na rua pelos senhores jurados”.

Na edição do dia anterior, O Estado informara  sobre o início do  julgamento. A nota descrevia como se deu o sorteio e a formação do júri.  E trazia trechos da fala de abertura do promotor e da argumentação do advogado de defesa.

O Estado de S.Paulo 05/05/1911

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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