História e prata emergem do fundo do mar

História e prata emergem do fundo do mar

Lizbeth Batista

12 Outubro 2011 | 10h41

 

O naufrágio do Mantola foi noticiado na capa do Estado
O Estado de S.Paulo , 11/02/1917

Essa semana a empresa americana de exploração marítima, Odyssey Marine, encontrou os destroços do navio inglês SS Mantola.

Afundado pelo torpedeiro alemão U-81, durante a Primeira Guerra Mundial, o SS Mantola volta aos noticiários pelo valor da sua descoberta.

Com a descoberta do navio, não apenas um pedaço precioso da história bélica da Inglaterra virá à superfície.

Das profundezas do Atlântico Norte, juntamente com alguns destroços, será retirado um riquíssimo carregamento de prata.

A valiosa carga foi assegurada pelo Ministério de Transporte de Guerra inglês. Documentos da época indicam que ela pode chegar um a valer US$ 19 milhões.

Foto do vapor inglês, que operava na linha Londres-Calcutá

 

O SS Mantola partiu de Londres em 04 de fevereiro de 1917 com destino à Calcutá, na Índia. Nele viajavam 165 tripulantes e 18 passageiros.

Foi torpedeado por um submarino alemão, quatro dias após sua partida. Todos sobreviveram ao naufrágio, mas 7 pessoas morreram afogadas, após seu bote salva-vidas ter virado.

Uma operação de salvamento organizada poucas horas após seu naufrágio. Em 9 de fevereiro de 1917 foram realizadas tentativas de rebocar o navio, sem sucesso.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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