Hoovervilles, as favelas da Grande Depressão americana

Hoovervilles, as favelas da Grande Depressão americana

Lizbeth Batista

15 Fevereiro 2012 | 20h33

 

Pinella Hope, (2012) e Hooverville, em Bakersfield (anos 30)
Fotos: BBC e Library of Congress

Imagens de acampamentos de sem-teto mostram uma das faces mais perversas da crise econômica nos Estados Unidos. Números e gráficos descendentes apontando o altíssimo índice de desemprego na América hoje. Quando a crise se agrava, a dificuldade de famílias em manterem-se economicamente ativas está entre os resultados matematicamente aguardados. Mas nada é tão tangível quanto uma imagem.

Nem tudo sempre foi verde no horizonte de Tio Sam. Está não é a primeira crise econômica que se abate sobre os Estados Unidos, tão pouco é a primeira a criar imagens que afrontam o ideal americano.

Durante a Grande Depressão, nos anos 30, as Hoovervilles, também  afrontavam Tio Sam, que sem dúvida, ficou tentado à ocultar a visão com sua cartola.

Na percepção do eleitor americano foi exatamente o que Hoover fez. Por isso, seu nome ficou, de forma indelével, ligado a estes ajuntamentos dos desprovidos de moradia que floresciam durante os árduos anos de crise.

Quem compreendeu que a América não aceitaria quem virasse seus olhos a ela foi Roosevelt. Construiu uma plataforma eleitoral na qual prometia alçar dessas condições degradantes as milhares de famílias americanas sem um lar, sem trabalho. Elegeu-se presidente em 1932.


No site da Biblioteca do Congresso Americano, uma galeria de imagens  mostra como essas favelas cresceram por todo o país.

Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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