O palácio que viajava sobre as águas

O palácio que viajava sobre as águas

Lizbeth Batista

11 Abril 2012 | 13h55

 La Ilustracion Espanola y Americana, 1912.

Símbolo do progresso tecnológico de seu tempo, o Titanic tornou-se um marco das construções navais. Mas sua grandiosidade não advinha apenas de sua inovadora engenharia e da magnitude de sua estrutura, também vinha de sua opulência.

Cuidadosamente pensado para ser um palácio flutuante, o navio era esplendoroso. A busca pela excelência estava nos detalhes de sua requintada decoração e  na diversidade dos serviços disponíveis. Sua majestosa escadaria era decorada por painéis renascentistas entalhados em madeira nobre. Dos mais de 800 tripulantes, 500 eram garçons, cozinheiros e músicos que se revezavam nas duas orquestras do navio.

Preocupados em oferecer o melhor serviço de transporte marítimo da época, além dos luxuosos salões de refeição, com um menu digno das melhores cozinhas, os passageiros tinham a sua disposição um Bistrô “a la carte” e um Café Parisiense, que serviria de ponto de encontro para os jovens.

Para entreter os passageiros, a embarcação ainda contava com três bibliotecas, academias, uma quadra de squash, uma piscina e banhos turcos. Na sala de fitness, entre os equipamentos ultramodernos, bicicletas estacionárias, aparelhos para o treino de remo e um “cavalo elétrico” para os viajantes não deixassem de desenvolver suas habilidades para a equitação.

Já na sua viagem inaugural, o Titanic atraiu celebridades e a nata da alta sociedade britânica e americana. Os mais abonados chegaram a pagar U$4.000,00 por um tíquete de primeira classe.

Por dois dias seus passageiros deleitaram-se com as mordomias da mais luxuosa das embarcações, até que no final da noite do dia 14 de abril de 1912 o Titanic encontrou seu trágico fim.

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Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista,  Carlos Eduardo Entini e Rose Saconi
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