Ponte Rio-Niterói, um sonho de D. Pedro

Ponte Rio-Niterói, um sonho de D. Pedro

rosesaconi

04 Março 2012 | 13h07

4 de março de 1974

Uma comitiva de 20 carros, encabeçada pelo presidente Médici, seguido pelo ministro dos Transportes, Mário Andreazza, atravessou pela primeira vez os 14 quilômetros da nova ponte Rio-Niterói. “Esta obra magnífica de engenharia é um monumento à Revolução de 64”, declarou Andreazza tomado pelo espírito de “Brasil Grande” que a ditadura militar propagava naqueles tempos de milagre econômico.

Obra polêmica. Sonhada durante cerca de 100 anos, projetada em seis e construída em cinco, a ponte Rio-Niterói foi uma das obras mais polêmicas da engenharia nacional pelos debates que suscitou nos campos econômico, social e técnico. Vítima de inúmeras irregularidades, foi considerada na época uma obra caríssima, desnecessária, elitista e perfeitamente adiável.

Sonho começou com o Imperador. Ligar o Rio a Niterói foi um sonho do Imperador Dom Pedro II, que fixou normas para a construção e exploração de um túnel submarino, seguindo projeto do engenheiro inglês Hamilton Lindsay-Bucknall.

Em 1883, o Estadão noticiou a proposta de construção de “um grande emprehendimento, cujas vantagens são incontestáveis.”

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Pesquisa e texto: Rose Saconi
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