Preconceito contra ciganos

Preconceito contra ciganos

Lizbeth Batista

22 de fevereiro de 2011 | 08h47

Terça-feira, 22 de fevereiro de 1911

A chegada de  ciganos a São Paulo era uma das notícias no Estado de 22 de feverreiro de 1911.  O texto publicado na época classificava o grupo como “bando”, refletindo o preconceito da sociedade contra integrantes do grupo étnico.

Em 1911 a entrada de ciganos no país estava proibida.  As imigrações fomentadas pelo Estado Brasileiro, no início do século XX, buscava por braços europeus, principalmente italianos e espanhóis.

Ciganos não eram considerados imigrantes atraentes para o governo brasileiro.

Quase um século depois, a situação pouco mudou.  “Em geral as políticas, regionais e locais para os ciganos no Brasil são caracterizados pela força e coerção. Muitas vezes imposta por ambas as polícias, civil e militar”, diz um estudo de 2003  sobre  condições de vida dos ciganos na América Latina, desenvolvido pela Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Com a segunda maior população cigana do mundo, perdendo apenas para a Romênia, o Brasil é o único país que teve em sua presidência um descendente de ciganos: Jucelino Kubitschek (sua mãe descendia de ciganos tchecos). Estima-se  que entre 678 mil e 1 milhão de  ciganos vivam no país.

Ativistas pelos direitos dos ciganos tem entre suas reivindicações o reconhecimento da cidadania, acesso à saúde e educação. A inclusão da opção “cigano” no formulário do censo do IBGE está entre suas principais  demandas.


Pesquisa e texto:
Lizbeth Batista
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