Todos querem ser belos no século 20

Todos querem ser belos no século 20

Lizbeth Batista

28 Setembro 2011 | 08h27

Revista Careta, 1911

O crescente interesse por produtos de beleza, no início do século passado, mostrava um mercado promissor para as indústrias cosméticas e farmacêuticas.

Uma nota, da edição de 28 de setembro de 1911, consegue ilustra esse momento em que esses produtos se popularizavam e caíam no gosto de homens e mulheres que buscavam tornar sua imagem mais e mais atraente.

Quinta-feira, 28 de setembro de 1911

A matéria trata de uma empresa em particular, a perfumaria e indústria cosmética Bizet a gozava de grande popularidade entre os consumidores nacionais.   Com vários produtos reconhecidos, como o perfume “Carmem”, a tintura para cabelos “Negrita”e a “Jaborandina”, elixir poderoso contra a calvície além das “(…)brilhantinas, producto que além de caprichosamente preparado e acondicionado, leva sobre os similares a vantagem de evitar a queda dos cabellos, graças a uma combinação feliz obtida pela fabrica “Bizet”.

O repórter do Estado realizou uma visita à fábrica e conta suas impressões, “ (…)ao entrar no importante estabelecimento sentimos que estávamos numa fabrica de extactos. O olfacto começou logo a debater-se num ambiente formado por uma variedade immensa de perfumes. E ao espírito nos acudiu clara e nitidamente a impressão de estar vendo rosas trituradas desapiedadamente,  violetas cruelmente martyrizadas e, a jorrar por toda a parte, o suco precioso de pétalas delicadas e mimosas sacrificadas para o preparo desses extractos finos com que perfumamos a existência”

Descrevendo o processo de embalagem dos protutos ele conta que “ extendem-se em fila milhares de frascos com água de Colonia, dentigricios, pastas e loções; alli erguem- se pilhas da prodigiosa tintura “Negrita”, esse preparado que já gosa de fama mundial e que veiu acabar de uma vez para sempre com os cabellos brancos ao peso dos annos e pela velhice prematura.”

 A aceitação de mercado desse novo seguimento pode ser notada no aumento de espaço dessas propagandas nos classificados de jornais e revistas, nos anúncios dos bondes nos “reclames” das rádios.

Veja alguns desses anúncios:

 

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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