Bares clandestinos atraem usuários de crack, relatam moradores da zona sul
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Bares clandestinos atraem usuários de crack, relatam moradores da zona sul

Polícia Militar informa que a região da Avenida Jornalista Roberto Marinho recebe policiamento preventivo e ostensivo

Renata Okumura

20 Outubro 2017 | 10h00

SÃO PAULO – Passar pela Rua José dos Santos Júnior, entre as Ruas Conde de Porto Alegre e Antônio de Macedo Soares, principalmente à noite é assustador. É desta forma que descrevem moradores do Campo Belo, na zona sul da cidade.

Durante o dia, ruas desertas Foto: Ricardo Ferreira, motorista da Blitz Estadão

“Pequenos bares clandestinos atraem viciados em crack e bêbados, que convivem lado a lado com crianças. Alguns desses bares colocam equipamentos de som em  alto volume. As crianças deveriam estar lá? Os bares deveriam ter licença?”, questiona o morador Marcelo, que preferiu não dar o sobrenome.

A Polícia Militar informa que a região da Avenida Jornalista Roberto Marinho recebe policiamento preventivo e ostensivo da 1ª Companhia do 12º Batalhão, por meio dos programas de Radiopatrulhamento,  Força Tática,  Ronda Escolar e ROCAM.

“Informa ainda que realiza ações específicas nos horários de maior movimento para coibir os crimes contra o patrimônio, e prenderam 365 pessoas no local, entre os meses de janeiro e agosto. Nove armas de fogo também foram apreendidas, nesse período”, destacou a nota.

As equipes do 27º DP (Campo Belo)  realizam operações ao longo da avenida para coibir o tráfico de drogas.

“Só nos últimos três meses, nove pessoas foram presas em flagrante e indiciadas por tráfico. Nove adolescentes também foram detidos pelo mesmo crime. Em relação à Rua José dos Santos Júnior, a Polícia Civil informa que não há ocorrências recentes registradas no local”, enfatizou o posicionamento.

Ambulantes. Ponto de ônibus em frente ao Terminal João Dias, na zona sul da cidade, está tomado por ambulantes. “Nem sobra espaço para quem usa o transporte público. Além disso, furtos de fios de energia também ocorrem. Os fios pendurados podem dar choque. Não há fiscalização. Além disso, o cheiro forte de urina e fezes está por toda a parte”, denunciou morador que prefere não se identificar.

Moradores da Vila Sofia estão com medo de sair à noite Foto: Renata Okumura

Segurança particular. Moradores da Vila Sofia, na zona sul da cidade, estão com medo de sair à noite por causa do aumento de assaltos no bairro. Para amenizar o receio de quem chega tarde em casa, condomínios da região decidiram contratar segurança particular para fazer a ronda na região e acompanhar os moradores até suas residências.

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