Blitz Estadão completa 100 dias de atuação
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Blitz Estadão completa 100 dias de atuação

Desde 25 de abril, a reportagem acompanha os problemas da cidade e cobra uma solução das autoridades

Renata Okumura

01 Agosto 2017 | 18h26

SÃO PAULO – Buracos nas ruas, semáforos quebrados, falta de segurança pública, poluição sonora, matagal, entulho e falta de medicamentos em redes públicas de saúde estão entre as principais queixas relatadas pelas pessoas que moram na capital paulista.

A Blitz Estadão marca presença nos bairros de São Paulo desde o dia 25 de abril. A cada dia, apuramos uma reclamação e cobramos o posicionamento das autoridades.

Ao longo deste período, a reportagem conferiu as queixas enviadas pelos leitores e também moradores da metrópole.

No Ambulatório de Especialidades Várzea do Carmo, localizado na Rua Leopoldo Miguez, 327, no Cambuci, na região central da cidade, pacientes e familiares se queixaram de falta do remédio Betainterferona. Na época, um familiar, que preferiu não ser identificado, relatou o drama do pai: “Ele tem 58 anos e foi diagnosticado com esclerose múltipla há um ano. O remédio Interferon custa muito caro, mais de R$ 7 mil. A maior parte dos portadores acaba realmente ficando sem alternativa”.

Pacientes reclamaram de falta de medicamento (Foto: Renata Okumura)

Na mesma semana, a entrega foi normalizada. Em nota, o Núcleo de Assistência Farmacêutica esclareceu que o medicamento Betainterferona 1A 44mg já estava disponível na Farmácia de Alto Custo Várzea do Carmo.

A reportagem também acompanha o drama enfrentado por motoristas e pedestres que se arriscam em avenidas importantes por causa dos semáforos quebrados. Na Avenida Deputado Doutor José Aristodemos Pinotti no cruzamento com a Rua Cravari, na zona leste, a sinalização, que estava quebrada há dois meses, voltou a funcionar nesta semana.

Semáforo da Avenida Deputado Doutor José Aristodemos Pinotti funcionando normalmente, após dois meses quebrado (Foto: Renata Okumura)

A CET informou que irá concluir nos próximos dias a análise da documentação das empresas para a homologação dos contratos. Após esse prazo, as empresas serão chamadas para assinatura dos contratos e início dos trabalhos. No dia 6 de julho, a companhia realizou o pregão eletrônico com as empresas interessadas em participar da licitação para manutenção geral dos 6.399 cruzamentos semaforizados existentes na cidade.

Tampa de esgoto após conserto no metrô Artur Alvim (Foto: Renata Okumura)

Moradores da zona leste também informaram que uma tampa de bueiro estava quebrada em uma calçada que dá acesso ao metrô Artur Alvim da Linha-3 Vermelha. Na mesma semana, o metrô realizou o reparo.

Entulho na Vila Progresso, na zona leste (Foto: Renata Okumura)

Um problema recorrente em toda a cidade é com relação ao descarte irregular de lixo. A mesma situação é observada em todas as regiões do município. Na zona oeste, uma das situações mais graves foi localizada embaixo da ponte do Jaguaré. Na zona leste, a reportagem localizou muito entulho na Avenida Águia de Haia, no bairro A.E. Carvalho, e na Rua Projetada, na Vila Progresso. Entre o lixo despejado estavam sofá, comida, roupas e restos de poda de árvores. “A limpeza foi realizada na Rua Projetada. Agora é importante conscientizar a população”, reforçou uma moradora que preferiu não se identificar.

Além da zona leste, a norte está entre as regiões que mais tem pontos de descarte irregular. A reportagem esteve na Vila Sabrina para conferir o relato de moradores. A aposentada Paula Santos salienta que a limpeza foi realizada. “A prefeitura fez a limpeza, mas deve fazer isso com mais frequência”, acrescentou ela.

Problema recorrente. Assim como o lixo, o barulho provocado por bares é um problema que está sendo acompanhado frequentemente pela Blitz Estadão. Na Rua Doutor Renato Paes de Barros, no Itaim Bibi, na zona oeste da capital paulista. Moradores ainda se queixam do bar The Juniper 44° – Drinks House, localizado no número 115. Procurada novamente, a prefeitura prometeu fiscalizar a queixa dos moradores.

Moradores da Vila Sofia estão com medo de sair à noite (Foto: Renata Okumura)

Na zona sul, a população também se queixou nos últimos meses da falta de segurança nas proximidades da Avenida Nossa Senhora do Sabará e Rua Moliére, na Vila Sofia. Alguns moradores até contrataram escolta particular. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que policiais militares do 20ºBPM/M estão realizando patrulhamento ostensivo e preventivo no bairro.

Elevador volta a funcionar na estação Barueri da CPTM (Foto: Passageiro Leonardo Kdeira)

Barueri. Na estação Barueri da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) dois problemas foram verificados em maio: venda clandestina de bilhete único e elevador quebrado há mais de seis meses. Em junho, duas pessoas foram presas pela venda clandestina de passagens e o elevador voltou a funcionar.

Notícias que merecem atenção. Pietra, de apenas um ano e três meses, estava com a mãe, quando o pitbull, que já está com a família há três anos, atacou a garota no dia 23 de julho, na residência localizada na Rua Pantanais do Mato Grosso, na Vila Jacuí, na zona leste da cidade. Além deste caso, dias antes, a reportagem também registrou que um pitbull havia atacado Tomás, de 11 anos, no Parque Buenos Aires, em Higienópolis, na região central de São Paulo. Embora uma lei estadual exija o uso da focinheira para algumas raças, incluindo o pitbull, esses cães circulam livremente pelos parques da cidade. A Blitz Estadão cobrou fiscalização dos parques para evitar que novos casos sejam registrados.

Outro relato que gerou preocupação foi com relação ao pitbull que foi abandonado preso a um tronco de árvore na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, na zona oeste da capital paulista, no início de julho. Apesar da apreensão, por ser um cachorro considerado violento, estudantes e funcionários da USP se comoveram com a situação.

Continue participando da Blitz Estadão. A sua queixa pode fazer a diferença para o seu bairro. Quer compartilhar alguma reclamação? Mande seu relato por WhatsApp (11) 9-7069-8639 ou para o e-mail blitzestadao@estadao.com.

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