Calçadas e ruas esburacadas trazem risco a pedestres
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Calçadas e ruas esburacadas trazem risco a pedestres

Moradores pedem reforma das vias e alertam sobre possibilidade de acidentes para pessoas com deficiência

Ludimila Honorato

14 Setembro 2018 | 17h56

Não é difícil encontrar calçadas ou ruas mal cuidadas pela cidade de São Paulo. Tarefa complicada mesmo é sair ileso das “armadilhas” causadas por desníveis que trazem risco aos pedestres, uma queixa de moradores de diferentes regiões do município.

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Edileusa dos Santos Brito, de 61 anos, considera que o entorno da estação Santa Cecília, na região central de São Paulo, “está vergonhoso”, tanto pelo mau estado das calçadas quanto pelo acúmulo de lixo e cheiro de urina. Ela conta que, em julho, caiu e machucou o joelho devido a buracos na via. “Além do vexame de cair em público, corri o risco de ser atropelada, pois fui parar no meio da rua”, relata.

Desnível em calçada perto da estação de metrô Santa Cecília. Foto: Ludimila Honorato/Estadão

A Rua Carlos Sampaio, uma travessa que liga a Avenida Paulista à Rua Treze de Maio, também está em condições ruins. O morador Décio Hernandez Di Giorgi reclama principalmente do trecho ao longo da Fellowship Church, mas a Blitz Estadão constatou problemas por toda a rua.

Na ocasião, um homem em cadeira de rodas foi visto sendo empurrado por um jovem e acompanhado por duas senhoras. Eles seguiam devagar e desviando dos desníveis mais acentuados. “Moro aqui há sete anos e sempre foi assim”, afirma uma das mulheres que não quis se identificar. “Já tropecei em pedras (soltas) maiores”, completa.

Trecho de calçada na Rua Carlos Sampaio. Foto: Ludimila Honorato/Estadão

José Motta mora na região há mais de 20 anos e fala do descaso com as calçadas. “No decorrer do tempo, o poder público deixou de ver a calçada como um equipamento para andar. Isso não dá segurança para andar”, diz, indicando as falhas no passeio público.

“As pessoas tropeçam, é um perigo para idosos. Tem muitas pessoas com deficiência por aqui por conta dos hospitais próximos. Podia ter uma faixa no chão para cegos”, sugere a moradora Tereza Souza.

Sobre os problemas na Santa Cecília e na Carlos Sampaio, a Prefeitura Regional Sé informou que faria uma vistoria nas calçadas irregulares até esta sexta-feira, 14. “Tratando-se de calçadas particulares, de acordo com a Lei 15.442/11, cabe ao proprietário do imóvel o reparo do passeio público. Constatada as irregularidades, os proprietários serão notificados e multados, com base na Lei 15.733/2013 para a regularização do passeio público no prazo de 60 dias”, acrescenta em nota o órgão, que afirma ter aplicado 370 multas por irregularidades no passeio público. Questionada sobre a possibilidade de colocar a faixa tátil para deficientes visuais, a prefeitura regional não respondeu.

Obras. A cerca de dois quilômetros dali, na Rua Augusta, a moradora Virginia Sion reclama de buracos deixados pela Prefeitura após o recapeamento da via. “As máquinas foram embora, porém o serviço está inacabado. As alamedas Lorena, Tietê e Rua Oscar Freire, nas esquinas com a Rua Augusta, ficaram com buracos, um perigo para quem precisa atravessar essas ruas”, diz.

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A Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais informa que as obras do Asfalto Novo só são definitivamente entregues quando o trabalho é avaliado e não há nenhuma falha. A próxima etapa é a pintura da sinalização viária.

Zona norte. Na Vila Dom Pedro, região do Tucuruvi, o morador Idérito Caldeira pede serviços de tapa-buraco na Rua Luiza Scarpini que, segundo ele, “se encontra totalmente esburacada”, principalmente no trecho entre as ruas Paulo Avelar e Francisco Lippi. “Há buracos grandes e fundos com alto risco de quebra de veículos e acidentes”, diz.

Em nota, a Prefeitura Regional Santana/Tucuruvi informa que o local foi vistoriado nessa quinta-feira, 13, e o serviço de tapa-buraco será executado até a próxima semana.

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Tampa de bueiro solta. Outro perigo nas ruas de São Paulo está em tampas de bueiros soltas. O morador Rafael Freitas diz que em frente à casa dele, na Rua do Bosque, na Barra Funda, a peça solta faz um barulho constante e muito alto.

“Isso atrapalha qualquer atividade cotidiana que precise de atenção. Além do abusivo barulho ininterrupto, existe a possibilidade de um acidente mais grave na via envolvendo pedestres, ciclista ou motoristas”, diz Freitas.

No final de agosto e início de setembro, ele registrou reclamação na Prefeitura e na Sabesp, por telefone e site, mas não obteve resposta. Após ser questionada pela reportagem, a Sabesp afirma que “finalizou o reparo necessário na tampa do poço de visita da rua do Bosque, altura do número 910, nessa quarta-feira, 12”.

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