Caminhões de carga de rede atacadista desrespeitam moradores da zona leste de SP
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Caminhões de carga de rede atacadista desrespeitam moradores da zona leste de SP

Munícipes relatam que precisam caminhar pela rua porque veículos ocupam até mesmo as calçadas; situação já ocorre há pelo menos dois anos

Renata Okumura

02 de julho de 2019 | 16h11

SÃO PAULO – Moradores da Avenida Nordestina com a Rua Carlos Gilberto Campaglia, na Vila Nova Curuçá, na zona leste da capital paulista, voltaram a relatar uma situação de constante desrespeito por parte de caminhões de carga e descarga do Assai Atacadista.

Desde o início do ano, as queixas têm sido recorrentes. Após denúncia, os caminhões respeitam, mas após alguns meses, voltam a desrespeitar as regras.

A rede Assai informa que em respeito aos moradores do entorno de sua unidade localizada na Avenida Nordestina, reforçou o time de colaboradores que atua exclusivamente na área de docas da loja, a fim de garantir uma melhor organização das atividades de descarga de mercadorias.

“Adicionalmente, esclarece que busca agendar essas operações com as transportadoras, de maneira a evitar grandes fluxos de veículos na entrada da área de docas e vias próximas, e que orienta os motoristas dos caminhões sobre os corretos procedimentos de carga e descarga e locais próximos onde é permitido estacionar enquanto aguardam o horário agendado para entrada na área de docas da loja. Reforça, ainda, que a gerência da unidade permanece à disposição dos moradores para esclarecer quaisquer dúvidas”, destacou a nota.

Desrespeito de caminhões Foto: Renata Okumura/ Estadão

“Eles não respeitam horários de carga e descarga de mercadorias. Ocupam espaço de pedestres. Ficam dia e noite por aqui”, reclamou moradora que pediu para não ser identificada.

Independentemente do horário, é possível ver veículos parados na lateral do supermercado a espera de um espaço dentro do estabelecimento para entregar produtos. Alguns descarregam mercadorias mesmo na rua, atrapalhando pedestres e carros que trafegam pela via. A situação tem incomodado moradores que não conseguem andar pela calçada e ficam com receio de atravessar a rua já que os caminhões atrapalham a visão. Além disso, há receio em razão de haver muitos veículos grandes parados a todo o momento na via.

“Os caminhões deveriam entrar no supermercado, descarregar e ir embora, mas não é o que acontece. Desrespeito total. Até calçadas já quebraram”, reforçou morador do bairro que também preferiu manter o anonimato.

Desrespeito Foto: Renata Okumura/ Estadão

Em março, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a Avenida Nordestina faz parte das rotas operacionais fiscalizadas rotineiramente pelos agentes.

Em 2017, a CET recebeu 7 pedidos de fiscalização para o local. Em 2018, foram 5. Em 2019, 1 pedido.

“Para mais agilidade no acionamento de uma equipe operacional, é importante que a população também comunique as irregularidades pelo telefone 1188. O serviço está à disposição da população 24 horas todos os dias e a ligação é gratuita”, destacou a nota da companhia.

A rede Assai também esclareceu, na época, que o descumprimento dos horários de carga e descarga na unidade citada foi um problema pontual, já normalizado, embora moradores tenham feito queixas em outras ocasiões.

Informou, ainda, que foram contratados funcionários com o objetivo de garantir uma melhor organização das atividades na área de docas da loja citada.

“A rede também manteve contato com o proprietário do imóvel que teve a calçada quebrada para contribuir na reparação do piso danificado em virtude do abastecimento da loja”, finalizou.

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