Casarões tombados que estão abandonados impactam na má conservação das calçadas
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Casarões tombados que estão abandonados impactam na má conservação das calçadas

Prefeitura Regional Sé ressalta que reparos estão previstos para serem realizados na próxima semana

Renata Okumura

16 Novembro 2017 | 16h31

SÃO PAULO – Moradores relatam que as calçadas da Rua da Consolação, em frente aos casarões localizados nos números 1.059 e 1.075, praticamente não existem, já que o lixo e os buracos tomaram conta delas. A dificuldade é maior para cadeirantes e idosos que correm risco de queda.

“Os dois imóveis parecem mais um cortiço. Um está prestes a cair. A calçada em frente aos casarões está um nojo. Tenho receio de que meus pais que estão com 80 anos possam se machucar”, alertou o morador Marcelo Ferrari.

Calçadas quebradas são obstáculos para pedestres Foto: Renata Okumura

A Prefeitura Regional Sé informa que os reparos na calçada na Rua da Consolação, altura do número 1.059, estão previstos para serem realizados na próxima semana. Ressalta ainda que a varrição no local citado é realizada diariamente.

Moradores reforçam que os dois casarões, que representam a cidade de São Paulo, estão completamente abandonados. “A fachada da casa amarela está totalmente pichada e as grades também foram destruídas”, destacou um morador que preferiu não se identificar.

Com relação à Casa Amarela, a Secretaria Municipal de Cultura pretende buscar alternativas para melhores usos do espaço.

Foto: Estadão

Há um ano, em matéria realizada pela Blitz Estadão, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ressaltou que desde junho de 2016 negociou os imóveis com o Iprem – Instituto de Previdência Municipal. A prefeitura, por sua vez, informou que as casas foram tombadas em 2006 e que estava tomando medidas para garantir a melhoria dos bens.

+++ Casas à venda no Morumbi são invadidas e provocam insegurança

Muitas casas estão à venda no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Segundo moradores, além do preço elevado para comprar uma residência no bairro, nem todos conseguem pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que chega a custar R$ 30 mil para um imóvel de 600 m². “As casas dificilmente são vendidas e ficam abandonadas. Muitas são invadidas e dá receio”, relatou Leonardo, que preferiu não dar o sobrenome.

Matagal em frente à casa que está vazia há alguns anos na região do Morumbi Foto: Renata Okumura

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