Com medo de criminalidade, moradores de São Mateus aderem à Vigilância Solidária
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Com medo de criminalidade, moradores de São Mateus aderem à Vigilância Solidária

Várias câmeras já foram instaladas em ruas da vizinhança para aumentar a segurança da população do bairro

Renata Okumura

10 Agosto 2017 | 20h07

SÃO PAULO – Diante da insegurança, moradores de São Mateus, na zona leste da capital paulista, decidiram participar do projeto Vigilância Solidária, que já funciona em outros bairros da cidade. A ação surgiu da parceria entre os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e a empresa de tecnologia de segurança Tecvoz. A iniciativa é uma evolução do projeto Vizinhança Solidária que foi desenvolvido pela Polícia Militar (PM), com o objetivo de reunir moradores que realizam policiamento preventivo com o apoio de câmeras instaladas nos bairros.

Câmeras instaladas em ruas de São Mateus (Foto: Renata Okumura)

A proprietária da autoescola Benevides, Tatiani Cristina, instalou câmeras em frente ao estabelecimento localizado na Avenida Satélite, 248. “A segurança está bem complicada. Meu marido achou interessante. Vamos ampliar nosso comércio pela avenida. As câmeras ajudam a inibir os roubos. Já flagramos até a tentativa de roubo dos refletores que ficam na fachada”, detalhou ela. Tatiani Cristina disse que as câmeras mostraram a importância de tomar medidas para reforçar a instalação dos refletores para que não sejam furtados facilmente.

Moradores aderem ao projeto Vigilância Solidária (Foto: Renata Okumura)

Câmeras de alta resolução são instaladas em ruas do bairro, desta forma, a polícia e moradores, que participam do projeto, podem acessar as imagens em tempo real e gravadas, que ficam armazenadas em nuvem por até sete dias. Quem participa do projeto também pode acessar as imagens feitas por câmeras instaladas em outros bairros.

O profissional em segurança eletrônica e morador de São Mateus, Edgard Maia, acrescenta que os moradores estão interessados na iniciativa. Diante da situação atual, as câmeras ajudam na segurança de moradores e comerciantes da região. Em média, 30 moradores já aderiram ao projeto e o número tende a crescer. Maia destaca que o custo é acessível. “Uma câmera pode monitorar em média seis residências. A adesão mínima é de quatro moradores e cada um teria um custo mensal de R$ 50. Não cobramos pela instalação da câmera. A câmera gera segurança e conforto já que o morador pode acessar o aplicativo antes de chegar a sua casa”, disse. O valor é semelhante ao pago para guardas noturnos, que sai em torno de R$ 30 por residência.

Caso observe alguma movimentação estranha na rua, o morador pode acionar o ‘botão alerta’ de monitoramento e comunicar a ocorrência à polícia.

O presidente do Conseg 49ºDP, Valdir Sampell, avalia que as câmeras ajudam a resolver casos de roubos. “Acompanhamos o roubo de um celular e foi possível chamar a polícia. Além de inibir assaltos, as câmeras também inibem o descarte irregular de lixo e o abandono de animais”, completou.

Projeto City Câmeras (Foto: Renata Okumura)

Projeto City Câmeras. Moradores de São Mateus têm aderido ao projeto apresentado pela Prefeitura de São Paulo que conta com a parceria de comerciantes, de empresas, da sociedade civil e do Governo do Estado de São Paulo. O prefeito João Doria (PSDB) espera que 10 mil câmeras sejam instaladas por toda a cidade até o fim de sua gestão. Segundo a prefeitura, além das câmeras de órgãos públicos, as câmeras de segurança instaladas em residências e pontos comerciais também ajudam a formar a rede de monitoramento da cidade.

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