“É impressionante a falta de respeito em vagão preferencial do Metrô”, critica passageiro

Usuários preferenciais defendem a presença de agentes da companhia para restringir o acesso em áreas reservadas no horário de pico

Renata Okumura

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SÃO PAULO – Apesar de placas e cartazes indicando que o acesso no horário de pico no primeiro vagão é reservado para passageiros preferenciais, é muito comum observar pessoas que não precisam fazendo uso deste direito. Não existe uma lei que determine isso, mas o respeito deveria prevalecer.

Muitos passageiros se queixam que em horário de pico é preciso aguardar dois e às vezes até três trens passarem para que seja possível embarcar. No entanto, os passageiros preferenciais não poderiam ser prejudicados pela superlotação.

Passageiros preferenciais cobram respeito com relação aos vagões preferenciais em horário de pico do Metrô Foto: Renata Okumura

“É impressionante a falta de respeito em vagão preferencial do Metrô para gestantes e idosos. Todos exigem seus direitos de cidadãos, mas não fazem seu papel de cidadão.Chega a ser ridículo o número de pessoas que invade às áreas e faz com que pessoas que deveriam usar o preferencial não utilizem. É vergonhoso ter que conviver com isso”, criticou o coordenador de facilities Fábio Araújo.

Na semana passada, a reportagem esteve no período da manhã nas estações Artur Alvim, Vila Matilde e Sé da Linha 3-Vermelha e constatou a presença de muitos jovens e adultos que não são preferenciais em área reservada. Em apenas um dos dias, havia um agente do Metrô no acesso ao vagão reservado para o horário.

“O problema é cultural. Às vezes, idosos são empurrados. A falta de educação é gritante. Com certeza, ter um profissional habilitado para orientar o público seria muito importante e fundamental para fazer este controle de acesso”, disse Araújo.

Passageiros preferenciais pedem fiscalização em área reservada no horário de pico Foto: Renata Okumura

Passageiros relataram que agentes do Metrô não ficam com muita frequência nas plataformas das estações Corinthians-Itaquera e Artur Alvim, no horário de pico da manhã, no sentido Palmeiras-Barra Funda, quando o primeiro vagão é reservado para passageiros preferenciais.

“Muitas vezes, o metrô já chega lotado em Artur Alvim porque muitos passageiros não preferenciais não respeitam. Os cartazes não são ações suficientes. É preciso ter um agente nas estações para inibir o uso por pessoas que não precisam”, ressalta a Denise, que está grávida de sete meses.

A mãe da publicitária Kátia Oliveira tem quase 70 anos. Recentemente, passou por uma situação inusitada dentro do metrô. Ela estava sentada em um assento preferencial e uma mulher que estava em pé pediu para ela dar lugar para uma mulher grávida, mesmo sendo idosa. “E o bom senso das outras pessoas que não estão em banco preferencial. Será que só por que não estão no banco preferencial não precisam dar lugar para quem precisa?”, questionou ela.

Desde 2009, a Companhia do Metrô adota a estratégia ‘Embarque Preferencial’ em horários de “pico” para facilitar a viagem de idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. “Para isso, espaços devidamente sinalizados com comunicação visual e grades para direcionar o fluxo dos passageiros foram destinados às estações de maior movimento”, destacou a nota.

Estação Artur Alvim da Linha 3-Vermelha do Metrô

A eficácia do Embarque Preferencial, assim como do assento preferencial nos trens, depende da colaboração e do respeito dos demais usuários. Para tanto, o Metrô orienta a todos para que apenas as pessoas que estiverem contempladas nos critérios de embarque acessem essas áreas.

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