Falta de sinalização aumenta risco de acidentes na zona leste
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Falta de sinalização aumenta risco de acidentes na zona leste

Moradores do Jardim Soraya e do Anália Franco cobram semáforos e faixas de pedestres

Renata Okumura

21 Novembro 2017 | 17h27

SÃO PAULO – No cruzamento da Avenida Águia de Haia com a Rua Ponte Rasa é impossível atravessar a via em segurança. Segundo relato de moradores, não há semáforo e nem faixa de pedestres nas proximidades. “Já mandei várias solicitações para a CET, mas não fui atendida. É preciso instalar semáforo neste local. Em razão do grande fluxo de carros em horário de pico é muito difícil atravessar a via. Já ocorreram várias colisões e atropelamento de pedestres”, ressaltou Jane Cristine.

Moradores cobram sinalização na Avenida Águia de Haia Foto: Renata Okumura

Na Rua Emília Marengo na altura do número 565, no bairro Anália Franco, moradores reclamam de falta de faixa de pedestres.

“Já estou há mais de  um ano tentando fazer com que a CET instale uma faixa de pedestres no local pelo fato de ser o único trecho do cruzamento entre as ruas Emília Marengo, Apucarana e Lucília de Queiroz que não possui uma sinalização para pedestres”, ressaltou Vinícius Videira.

Moradores também cobram faixa de pedestre na Rua Emília Marengo Foto: Renata Okumura

Segundo ele, a falta de sinalização pode ocasionar graves acidentes, e tudo se agrava pelo fato de ser uma travessia de crianças e idosos. “Eu mesmo quase presenciei um grave acidente”, lembrou Videira.

Procurada, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ainda não se pronunciou sobre os casos apresentados.

Fatalidade no trânsito

Levantamento feito pelo Movimento Paulista de Segurança no Trânsito mostra que 66% das fatalidades no trânsito envolvem colisões entre veículos e atropelamentos.

O dado indica que um dos desafios para o trânsito é promover a convivência segura entre os diferentes modais presentes em ruas e estradas.

Em outubro, o número de mortes no trânsito registrou aumento de 3,4%. No acumulado do ano, a redução é de 1,7% na comparação com 2016.

De acordo com o Infosiga SP, 98,7% das vítimas desses dois grupos foram atropeladas ou atingidas por outros veículos após um choque. No caso dos ciclistas, 73,8% dos óbitos ocorreram por colisão contra carros, motos, ônibus ou caminhões. Dentre as motos, as colisões correspondem a 56% das fatalidades. Já entre os automóveis, a proporção é 52,8%.

Quer compartilhar alguma reclamação em seu bairro? Mande seu relato por WhatsApp (11) 9-7069-8639 ou para o email blitzestadao@estadao.com.

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