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Mesmo após autuação, estabelecimentos desrespeitam lei do silêncio em SP

Prefeitura reforça que todos os locais citados pela reportagem serão fiscalizados novamente

Renata Okumura

02 Outubro 2017 | 15h18

SÃO PAULO – Dando continuidade às queixas com relação à poluição sonora, a reportagem da Blitz Estadão destaca mais reclamações da população da cidade.

Moradores da Rua Doutor Renato Paes de Barros, no Itaim Bibi, na zona oeste, voltam a informar que o bar The Juniper 44° – Drinks House, localizado no número 115, ainda desrespeita a lei do silêncio. Segundo morador, que preferiu não se identificar, a música alta pode ser ouvida de seu apartamento. Moradores também questionam a fiscalização feita pela prefeitura. “O estabelecimento agora faz eventos no terraço, incomodando toda a vizinhança. É um absurdo. Questiono ainda o prazo para a prefeitura fiscalizar o local”, diz morador do bairro.

Vista do Bar à noite Foto: Morador da região

A Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, por meio do Programa de Silêncio Urbano, informa que o local citado foi fiscalizado no dia 27 de maio deste ano e o estabelecimento foi autuado nos termos da lei.

“Ressaltamos que até o momento o PSIU não recebeu novas denúncias. Portanto, reforçamos a orientação para que os munícipes sempre busquem auxílio, em primeiro lugar, na regional responsável para que seja aberto o atendimento pelos canais do 156 ou nas praças de atendimento. Com o pedido solicitado em nosso sistema, é iniciado o processo de logística e programação das atividades pelas equipes das prefeituras regionais”, reforçou a nota.

Na zona leste, o bar localizado na Rua Emílio Retrosi, 182, no Jardim Marilu, continua a perturbar a vizinhança. “O bar Toninha Saborear não está respeitando os moradores do bairro. A música muito alta incomoda todo mundo”, diz moradora do bairro.

Segundo a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, o estabelecimento recebeu denúncia e será fiscalizado nos próximos dias. Constatadas as irregularidades, o proprietário será autuado.

Nos Jardins, moradores também reclamam constantemente de barulho provocado por bares localizados na Alameda Santos entre as Ruas Consolação e Bela Cintra, no bairro do Jardim Paulista, onde frequentadores ocupam todas as calçadas.

Morumbi. A tranquilidade começa a ser privilégio para quem mora no Morumbi, na zona sul da capital paulista. A poluição sonora é uma das principais queixas. Moradores também reclamam de baile funk que ocorre na Favela de Paraisópolis, já que os “pancadões” não se restringem aos fins de semana. “E como fica o pancadão de Paraisópolis, onde o barulho é infernal e vara as madrugadas de sextas, sábados e domingos?”, questionou o morador Luiz Fernando.

Moradores da Fazenda Morumbi, bairro vizinho da comunidade, reclamam do barulho em dias da semana. “Um dia eu saí de casa para descobrir de onde vinha o som alto. Cheguei na Favela Paraisópolis. Eu vi um carro com o porta-malas aberto. Neste dia, o barulho passou das 11 horas da noite. Não há espaço para os jovens da comunidade fazerem festas sem que o barulho atrapalhe. E agora, tem festas praticamente todos os dias”, reclamou um morador da região, há 10 anos, que preferiu manter o anonimato.

Barulho provocado por academia. Na zona norte, moradores se queixam da academia Fire Gym localizada na Avenida Direitos Humanos, 2.125, no Mandaqui.

“Há quase dois anos, uma academia foi instalada aqui em frente da minha casa, após isso os moradores não têm mais sossego, pois o som é ligado no volume alto, perturbando os moradores em vários horários”, diz jovem que mora na região, mas preferiu não dar o nome.

A Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, por meio do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), informa que estabelecimento citado foi fiscalizado no dia 4 de junho deste ano e constatou ruído ambiente equivalente. Mesmo assim, o local será fiscalizado novamente nos próximos dias e, constatadas as irregularidades, o proprietário será autuado nos termos da lei.

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