Mina d’água em rua afeta estrutura de asfalto e imóveis
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Mina d’água em rua afeta estrutura de asfalto e imóveis

Renata Okumura

01 de junho de 2017 | 20h31

SÃO PAULO – Na Rua Projetada, na Vila Progresso, na zona leste da cidade, a reportagem da ‘Blitz Estadão’ avistou no fim da via, que é sem saída, um cano em uma calçada jorrando água 24 horas por dia. Segundo moradores, a água vem de uma mina e percorre a rua que é uma ladeira. O chão muito úmido já provoca danos ao asfalto e também às moradias dos arredores. A situação já está assim há três meses.

Moradores se queixam de riscos provocados por mina d’água (Foto: Renata Okumura)

Em um dos condomínios, a parte de baixo de um muro está toda molhada e os moradores estão receosos. “A água está infiltrando por baixo do edifício e há risco à infraestrutura do imóvel. Aqui dentro do prédio também tem uma mina que não é possível saber de onde vem e para onde vai esta água”, reforçou um morador que preferiu manter o anonimato.

Danos já são visíveis no asfalto (Foto: Renata Okumura)

Enquanto alguns moradores se queixam do vazamento, outros aproveitam a água para lavar o carro na rua, no entanto, os danos ao asfalto são visíveis. Outra moradora que também não quis se identificar lamenta a gravidade da situação. “É um verdadeiro desperdício de água e já está prejudicando o asfalto, e por ser uma descida, prejudica todos os moradores”, reclamou.

A Sabesp informa que realizou vistoria na Rua Projetada, na Vila Progresso, e constatou: “o vazamento mencionado pelo leitor é de fato proveniente de uma mina, não havendo, portanto, providências a serem adotadas pela empresa. Esta água não é tratada e o seu consumo não é recomendado”, esclareceu a nota.

Moradores informam que há minas d’água rua da zona leste (Foto: Renata Okumura)

Sobre a possível mina citada pelos munícipes, a Prefeitura Regional de São Miguel Paulista reforça que irá notificar o proprietário do imóvel, pois o mesmo desviou e canalizou o curso original da água.

No fim da Rua Projetada, também foi possível observar que há muito entulho. Entre o lixo despejado há sofá, comida e restos de poda de árvores.

Moradores reclamam de entulho (Foto: Renata Okumura)

A prefeitura regional informou que não consta registro de solicitação de serviços para este endereço, porém, uma equipe realizou na terça-feira, 30, o serviço de varrição e o corte de mato na quarta, 31.

O descarte irregular desses materiais em vias públicas é passível de multa que pode chegar a mais de R$ 18 mil, conforme estabelece a Lei de Limpeza Urbana, nº13.478, além de ser considerado crime ambiental.

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