Moradores encontram escorpiões na Vila Clementino
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Moradores encontram escorpiões na Vila Clementino

A Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste esclarece que uma equipe da vigilância ambiental atendeu à solicitação

Renata Okumura

11 de junho de 2019 | 14h01

SÃO PAULO – Há duas semanas, moradores das avenidas 11 de Junho e Dr. Altino Arantes, na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista, relataram a presença de escorpiões na região.

“Recentemente, o funcionário de um estacionamento praticamente ao lado do prédio onde eu moro me informou ter visto um escorpião por lá. O local é uma ex-residência em péssimo estado de conservação. Chamei a prefeitura. Ao comparecer ao local, o funcionário da prefeitura acreditou no gerente do estacionamento, que disse, talvez por medo de tomar alguma multa, que não era verdadeira a informação”, disse o morador Hamilton Carvalho.

Além desse relato, Carvalho enviou uma foto de um escorpião capturado em um posto de gasolina da mesma região. “É importante verificar porque, além de adultos, crianças podem ser picadas”, disse.

Foto: Morador Hamilton Carvalho

A Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste esclarece que uma equipe da vigilância ambiental atendeu ao chamado referente a avenida Dr. Altino Arantes. “O endereço se referia a um estacionamento, cujo proprietário desconhecia a ocorrência de escorpião no local e arredores. O dono do comércio foi orientado sobre as medidas de prevenção e cuidados”, reforçou a nota.

No fim de maio, uma equipe de agentes de endemias da Unidade de Vigilância em Saúde Vila Mariana/Jabaquara fez nova inspeção na região, com vistoria na rua 11 de Junho, e não localizou nenhuma espécie de escorpião na área. “O monitoramento dos bueiros também foi realizado. Na mesma data a equipe retornou ao imóvel da avenida Dr. Altino Arantes para nova inspeção no estacionamento e prédios vizinhos ao imóvel, onde os agentes fizeram orientação de prevenção. Um dos edifícios não autorizou a entrada dos agentes”, ressaltou a nota.

A Secretaria Municipal de Saúde divulga ainda no meio eletrônico a série didática a respeito de animais sinantrópicos e comunicado à população sobre a presença de escorpiões no município de São Paulo.

Para evitar a presença de escorpiões devem-se adotar as seguintes medidas:

  1. Manter a tampa dos ralos internos na posição fechada; abrir apenas para limpeza e enquanto estiver em uso;
  2. Colocar telas milimétricas nos ralos na área externa;
  3. Vedar frestas nos muros, paredes e pisos;
  4. Vedar a soleira das portas com rodinho ou rolinhos de areia;
  5. Não acumular entulho ou materiais de construção;
  6. Verificar se os espelhos de luz e pontos de fiação elétrica não apresentam frestas e vãos;
  7. Manter o ambiente limpo e organizado, acondicionando o lixo em recipientes fechados;
  8. Manter a limpeza de jardins, sem acúmulo de folhas; providenciar a limpeza e corte do mato em terrenos.

Para evitar acidentes:

  1. Examinar roupas e calçados antes de usá-los;
  2. Manter cama, sofás e berços afastados da parede;
  3. Manter lençóis, cobertores e cortinas sem contato diretamente com o chão;
  4. Usar luvas grossas ao manusear materiais de construção, na limpeza de jardins ou outros materiais que possam servir de abrigo a escorpiões;
  5. Em caso de acidentes, procurar a unidade de saúde mais próxima o mais rápido possível.

Cuidados em caso de acidente por escorpião:

  1. Lavar somente com água e sabão o local da picada;
  2. Não usar garrote, não cortar ou perfurar ao redor da lesão e não colocar folhas ou pó de café;
  3. Fazer compressa morna (compressas frias pioram a dor);
  4. Retirar sapato, anel, pulseira ou fitas que funcionem como torniquete;
  5. Se possível, com segurança, levar o animal para identificação ou fotografar;
  6. Procurar o serviço de saúde mais próximo.
  7. Hospital especializado em atendimento de casos de acidentes com animais peçonhentos é o Vital Brazil – Instituto Butantan, que fica na avenida Vital Brasil, 1.500. O telefone de contato é o (11) 2627-9529.

Balanço

O Estado de São Paulo registrou, no ano passado, o maior número de casos de acidentes com escorpiões em 30 anos, de acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria de Estado da Saúde. Em 2018, foram 30.707 casos e 13 mortes no Estado. Neste ano, até 27 de fevereiro, já foram registrados 4.025 casos e dois óbitos. Na capital, foram 294 casos no ano passado e, neste ano, já foram registradas 56 ocorrências, mas não houve mortes.

O socorro, em uma situação dessa, deve ser imediato. Se for picado, independentemente de ser criança ou adulto, deve-se procurar o serviço médico o mais rápido possível. A picada é mais arriscada para crianças abaixo de 12 anos e idosos.

Pragas Urbanas

A proliferação das pragas urbanas, de uma maneira geral, é influenciada pela temperatura e pela umidade do ambiente.

“Costumamos dizer que a presença de pragas urbanas em um local é determinada pela presença dos 4 A’s: acesso, abrigo, água e alimento disponíveis”, ressaltou a diretora de Integração Regional da Associação dos Controladores de Pragas de São Paulo (APRAG) e da Smart Control, Carla Ronchi.

Mais informações estão disponíveis neste link.

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